Depois de a Câmara Municipal de Cascais ter adquirido a sociedade gestora do Autódromo do Estoril (a Circuito do Estoril SA) ao Estado, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, em declarações à Agência Lusa, revelou que deve “anunciar, no final de Setembro, todo o modelo geral em que o autódromo vai funcionar”. De recordar que este negócio envolveu um investimento que ronda os cinco milhões de euros.
O Autódromo do Estoril passou a estar sob o controlo do Estado em 1997, como parte de um acordo que visava saldar as dividas do grupo Grão Pará. Depois da assinatura do contrato de compra e venda para adquirir a infra-estrutura à Parpública – Participações Públicas (SGPS) S.A, o administrador da Parpública, José Manuel Barros, afirmou que “há uma retoma clara da atividade, uma ocupação de pista e um volume de vendas e é necessário recuar bastantes anos para termos algo comparável. Resulta do esforço financeiro, mas também das circunstâncias de recuperação do mercado automóvel. Com o aumento das vendas, naturalmente, a ter impacto em toda a atividade do circuito do Estoril”.
José Manuel Barros diz “ter forte convicção de que a Câmara é a entidade que tem capacidade para catapultar o Circuito do Estoril para um nível superior àquele em que está, mantendo o ritmo de crescimento, focado no negócio, para bem da empresa, dos seus trabalhadores, do concelho e, esperamos, para bem da imagem de Portugal, que tanto o circuito tem prestigiado”, acrescentou.
Segundo a Agência Lusa, após a assinatura do acordo, a Câmara Municipal de Cascais tem um prazo máximo de 60 dias para realizar uma auditoria à Circuito do Estoril S.A., a sociedade anónima responsável pela gestão e exploração do Autódromo do Estoril, até aqui detida na totalidade pelo Estado Português. Só depois disso, e após o visto do Tribunal de Contas, as ações passam para a Câmara de Cascais.










