Bruno Correia é o piloto oficial da FIA no Safety Car das corridas de WTCC, desde 2009, e Fórmula E. O português esteve presente na prova do passado fim de semana, do Rotax Max Challenge, em Braga, a acompanhar a estreia em competição de dois holandeses, Jesse Doorgeest e Melle Dios Ouwens.
Terminada a temporada de Fórmula E e com a ronda portuguesa do WTCC, em Vila Real, a ter lugar no próximo fim de semana, o AutoSport aproveitou a ocasião e esteve à conversa com o piloto sobre o papel do homem do Safety Car.
“É um trabalho de muita responsabilidade, mais do que correr, a pressão que tenho em cima de mim é maior que a de um piloto. Temos que saber estar, ter autocontrolo, é um nivel altíssimo. Temos que estar atentos aos rádios, ao momento certo para entrar me pista, avaliar a situação e ver o que os pilotos precisam naquele momento, se é preciso aumentar o rimto ou abrandar, porque há abordagens diferentes em que se requer capacidade de leitura do momento. Sou o primeiro a chegar à pista, quando os pilotos estão ainda a dormir, e o último a sair”, explicou.
Estando no WTCC desde 2009, Bruno Correia teve, esta época, o pribilégio de fazer parte da “temporada inaugural da Fórmula E, que superou todas as expetativas, foi uma ‘dream season’ , decidida no final por um ponto de diferença, com sete vencedores diferentes”, lembrando que “a primeira vez que os monolugares foram para a pista foi atrás do safety-car e correu tão bem que agora no ‘shakedown’ de sexta-feira fazemos sempre isso”.











