Opinião: O que espero para 2022?
2022 é um ano de muitas mudanças em muitas das disciplinas do desporto automóvel. Na classe rainha, a Fórmula 1, espero um ano de transformação, de alguma confusão até. No próximo ano será, na minha perspetiva, uma época para os verdadeiros fãs, aqueles que ficam agarrados aos textos mais técnicos, aos pequenos sinais que são dados nos testes, nas primeiras corridas, qualificações, etc. Esses adeptos vão querer ler e saber tudo o que vai acontecendo, não apenas nos grandes momentos, mas em todos os momentos, por isso espero um ano de muita aprendizagem também no AutoSport. O mesmo se passará no WRC, onde a mudança é grande e deixaremos de ter os carros mais rápidos nos troços, para uma solução híbrida e mais sustentável.
Como tal, nos dois maiores campeonatos do mundo da FIA, espero muita competição, mas não tão extraordinários como em 2021, ainda que possamos assistir a uma alteração de forças na classificação.
No WEC ainda não será “O” ano tão esperado na categoria principal, mas nos LMP2 gostaria de ver pelo menos dois portugueses na luta pela liderança da categoria, assim como pela vitória nas 24h de Le Mans. Ao abordar a resistência, e sendo um desses dois portugueses Filipe Albuquerque, gostava de ver novamente a bandeira nacional em Daytona, para começar bem o ano na velocidade. Já é tarde para pedir ao Pai Natal, mas…
Obviamente, espero também uma DS forte e capaz de dar as melhores condições a António Félix da Costa para recuperar o cetro na Fórmula E. Também esta competição deverá sofrer algumas alterações e possivelmente veremos menos pilotos na luta pelo título até ao final da temporada.
Em solo nacional, gostava de poder sentir o cheiro da borracha queimada nas ruas de Vila Real. Aguardo com muita ansiedade esse momento por dois motivos: é uma verdadeira festa para todos os envolvidos e porque desde que o meu filho nasceu, apenas ouviu os carros na edição de 2019, com poucos meses de vida e gostaria de fazer o meu tradicional passeio de princípio de noite pelo paddock de mão dada com com ele.
De volta aos prognósticos – perdão aos leitores pelo momento mais pessoal – espero ver o como será o principal campeonato de velocidade nacional em 2022. Depois de passar por uma fase de reestruturação e juntar em pista GT’s e Turismos, o campeonato mudou de mãos na promoção e estarei muito atento ao que muda. Todos esperamos por um campeonato de velocidade comparado ao de ralis, sem desprimor por todas as outras competições nacionais.
Outra competição que espero que dê um passo em frente em termos competitivos é a GT3 Cup. O troféu monomarca apenas precisa de mais pilotos na luta pelas vitórias à geral e alguns (poucos) retoques.
Nos restantes campeonatos de velocidade nacionais, espero que a qualidade organizacional se mantenha, porque em termos desportivos, a montanha, os legends e os clássicos estão no topo.
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