Um dos melhores artistas do volante deixou-nos. Joaquim Jorge morreu hoje, mas o seu talento perdurará para sempre na memória de quem o viu. Um pintor de obras de arte de beleza rara, que fez do Ford Escort RS1600 o seu pincel e as pistas por onde passou a sua tela.

Dos ralis à velocidade, Joaquim Jorge tornou-se em mais do que um piloto. Tornou-se num mito, num nome unanimemente respeitado, dentro e fora de pista. O RS 1600 azul e branco era sinónimo de espetáculo, atravessadelas e de um controlo ao volante ao alcance de poucos. É assim com tristeza que nos despedimos de um dos ícones das nossas pistas, mas também com a certeza que a sua memória perdurará.
Foi nos clássicos onde se destacou, sempre com Ford Escort, quer nos ralis, quer na velocidade onde conquistou vários títulos, especialmente no virar do milénio no que diz respeito aos ralis e mais recentemente na velocidade. Mas falar de títulos e vitórias é demasiado redutor. Há pilotos que, pela sua qualidade e pela empatia que criam com o público, transcendem a necessidade de sucesso para serem aclamados. São apenas por mostrarem a sua arte e encantarem quem vê. Joaquim Jorge era isso.
À família e amigos, endereçamos as mais sinceras condolências.












