Ramos pisca o olho ao ralicross
Apesar de ter muitos anos na velocidade, Miguel Ramos tem um currículo vastíssimo e pondera agora fazer um “regresso ao passado”, estando a equacionar voltar ao ralicross:
“Ambiciono fazer algo diferente e voltar ao passado, e talvez este ano faça uma experiência de voltar ao ralicross. Gostava de fazer o europeu de ralicross, naqueles carros híper-potentes e este ano provavelmente farei uma experiência para ver se tenho “pedal” para voltar àquelas máquinas. São campeonatos sensacionais com muito público, muitos carros, muita potência, tudo o que eu gosto no Motorsport. A ideia é fazer um teste e eventualmente, se me sentir bem e gostar, poderei fazer uma prova este ano. Mas se gostar, a ideia é entrar no campeonato no próximo ano. Mas tenho de avaliar bem pois estou há muitos anos fora do ralicross e tenho de ver se me adequo. Uma coisa é a velocidade que faço de “olhos fechados”, outra coisa é voltar às emoções fortes de pisos “deslizantes”.
“O TT acho uma modalidade impressionante para a qual acho que não tenho muito jeito. Vejo o meu irmão a fazê-lo e eu acho que eles são todos doidos. Andar àquela velocidade em máquinas de duas toneladas e meia por entre as árvores… a fase dessa loucura já passou há uns anos. Mas acho impressionante e são completamente doidos.”
“Gosto mais de carros baixos, pouco peso e muita potência independentemente do piso. Seja asfalto, seco ou molhado e terra. Adoraria voltar a fazer uns ralis de terra. Os ralis de asfalto não me dizem muito, mas ralis de terra acho espetacular e pode ser que um dia volte a fazer um rali de Fafe ou algo do género.”
Miguel Ramos não abdica do desporto motorizado, apesar das responsabilidades pessoais e profissionais. Além de uma paixão, o Motorsport é um escape que usa para recarregar as baterias: “é melhor um fim de semana de competição do que três semanas de férias” diz entre risos. Ramos não tem medo de experimentar novos desafios e a vontade de regressar ao ralicross é a prova. Corre por paixão, sem olhar aos resultados, não abdicando, no entanto, de ser competitivo. Uma postura nem sempre vista por estes lados e que merece ser reconhecida. Um digno representante luso que nos orgulha a cada prova.












