Fernando Alonso surpreendeu-se a ele próprio na qualificação para as Indy 500, embora reconheça que o seu maior desafio na prova acontecerá na corrida. O espanhol que vai correr pela primeira vez numa pista oval conseguiu uma média superior a 230 milhas por hora (370 km/h) para se qualificar em quinto lugar e ganhar o direito a arrancar da segunda fila numa grelha com 33 monolugares. O pelotão tão numeroso será, na sua opinião, o maior desafio que vai enfrentar,
“Fiquei surpreendido quando anunciaram que vinha aqui há um mês, não sabendo se seria competitivo e se me conseguiria adaptar a estes carros”, lembra Alonso, sabendo que poderia arriscar um desaires na corrida de 200 voltas ao enorme traçado de 2,5 milhas. Mas o piloto de Oviedo quis arriscar, sempre admitindo que tinha muito a aprender com os ‘especialistas’ americanos deste tipo de corridas. “Respeito o lugar, respeito os outros pilotos mas no final do dia quando baixamos a viseira queremos ir sempre mais depressa”, considera Alonso, que passou o teste dos ‘rookies’ sem qualquer problema numa das primeiras vezes que tripulou o carro # 29 da McLaren Andretti.
“O maior desafio que vou enfrentar na corrida vai ser andar no tráfego, com estes grupos de carros que se formam na corrida. Isso muda completamente o comportamento do carro, sente-se que fica muito solto…mas tenho treinado com a equipa, procurando criar os nossos próprios grupos, porque temos seis carros”, afirma Alonso. O espanhol admite que lhe falta experiência para certos momentos importantes da corrida e que vai tentar compensar isso com velocidade e motivação, e que o ‘timming’ das ultrapassagens vai ser um jogo de adivinhação: “Agarrar a oportunidade e ultrapassar vai ser uma decisão difícil a tomar. Há muitos fatores que é preciso ter em conta quando guiamos a 230 mph”. Acima de tudo Alonso diz que vai procurar estar calmo “ e ver o que acontece”.







