AutoSport e E-AUTO anteciparam-no em primeira-mão, em abril, por ocasião do e-Prix, e noticiaram-no outra vez, também em exclusivo, em julho, durante a final da Época 11 do Mundial de Fórmula E.
António Félix da Costa, depois de três anos na Porsche, já está desvinculado da equipa alemã e assinou acordo plurianual com a Jaguar, formação em que substitui Nick Cassidy, o neozelandês contratado para a Citroën Racing, a sucessora da Maserati nas grelhas de partida do campeonato de monolugares elétricos na próxima temporada, que tem arranque programado para 6 de dezembro, em São Paulo, no Brasil.
E a contratação de António Félix da Costa não é a única novidade que a Jaguar tem para anunciar, oficialmente, nos próximos dias. Como também já escrevemos, Ian James é o sucessor de James Barclay na direção da equipa. O primeiro integrava a McLaren, equipa que abandonou a Fórmula E e entregou a licença ao promotor do campeonato, por não encontrar comprador, enquanto o segundo decidiu aceitar a proposta da McLaren para comandar a estrutura da forma britânica que competirá no Mundial de Resistência (WEC), na categoria Hypercar, a partir de 2027.
Outra certeza, também já antecipada por AutoSport (e E-AUTO…): no próximo ano, António Félix de Costa de regresso a tempo inteiro ao WEC, e com equipa de ponta e igualmente com contrato plurianual no bolso, o que significa que o português de 34 anos passa a contar com programa desportivo muito preenchido. Especulou-se sobre as possibilidades Alpine e Jota (Cadillac), mas a primeira, sabemos, ganhou a corrida à contratação de piloto com vitórias (e títulos) no currículo – campeão de LMP2 em 2022, também o ano em que ganhou a categoria na corrida de referência do campeonato (24 Horas de Le Mans). Neste caso, anúncio apenas em data mais próxima do final da temporada, a 8 de novembro, no Bahrain.
Na Fórmula E, António prepara-se para iniciar a 12.ª época e representar a quinta equipa – antes da Jaguar, passou por Team Aguri, BMW i Andretti, DS Techeetah e Porsche. Em 11 temporadas e 144 ePrix, Félix da Costa conseguiu um título (2019-20), 12 vitórias, 27 pódios, oito “poles” ou quatro voltas mais rápidas. Em 2024-25, quinto no Mundial, atrás de Oliver Rowland (Nissan), Nick Cassidy (Jaguar), Pascal Wehrlein (Porsche) e Taylor Barnard (McLaren). O neozelandês Mitch Evans, futuro companheiro na Jaguar, classificou-se em 13.º
A Jaguar estreou-se no campeonato de monolugares elétricos só na terceira época da competição que ganhou estatuto de Mundial da FIA em 2020-21 e posiciona-se entre as equipas mais bem-sucedidas da categoria, com 125 ePrix, 20 vitórias (14 com Evans), 51 pódios e 12 “poles”. E também ganhou o título de equipas e a Taça de Construtores na Época 10. Falta-lhe, todavia, um Mundial de Pilotos! E Félix da Costa sonha com a conquista do segundo!…
Piloto e equipa(s), contactados por AutoSport e E-AUTO, não confirmam, ainda, as novidades, prometendo-nos declarações para as datas dos anúncios oficiais, que estão para breve.
Por José Caetano










São boas notícias, para já. Só espero que tenha mais sorte na Jaguar do que teve na Porsche.
Excelente decisão, devia ter rejeitado a exigência da Porsche de abandonar o WEC, hoje estaria na Cadillac.