Pascal Wehrlein voltou a viver o mesmo pesadelo no México. O piloto alemão fez tudo bem, liderou a prova de fio a pavio, mas perdeu o direito de festejar o primeiro lugar porque no início da prova faltou… uma declaração.
As equipas têm de informar o departamento técnico da FIA qual o conjunto de pneus que vai usar na corrida. Essa comunicação tem de ser feita por meios eletrónicos até 10 minutos antes do começo da prova.
A Porsche não declarou os seus pneus de corrida e, consequentemente, não cumpriu o artigo 35.6 do regulamento desportivo, que estipula que “quando o sinal de 10 minutos é mostrado, os números de identificação dos pneus montados, ou que serão montados, e utilizados em cada automóvel devem ter sido declarados ao delegado técnico da FIA através do portal dedicado”.
Segundo o responsável da Porsche a identificação dos pneus foi colocada no dito portal, mas faltou carregar no botão “enviar”.
Ambos os carros Nissan e.dams de Oliver Rowland e Sebastien Buemi foram também desclassificados da Puebla E-Prix exatamente pela mesma razão relacionada.
As sanções são distintas da pena que foi aplicada a Stoffel Vandoorne após ele ter assumido a pole position para a primeira E-Prix de Valência em Abril. Nessa ocasião, a sua equipa Mercedes EQ digitou incorretamente um número de série do pneu no passaporte, acrescentando um dígito.
No final do dia em Puebla, Wehrlein não poupou nas palavras e usou as redes sociais para dizer o que lhe ia na alma:
“Hoje deveria ter sido um dia fantástico para nós. A Pole Position e uma vitória dominante na Corrida. Mas fomos desclassificados por não termos declarado o conjunto de pneus antes da corrida. A propósito, também 3 outros pilotos.
Eu compreenderia uma penalização se algo fosse ilegal ou se ganhássemos uma vantagem por fazer algo não correto, mas não por uma formalidade. Apoio totalmente a minha equipa e hoje fizemos um trabalho fantástico. Se é tão importante saber qual dos 3 conjuntos que estamos a utilizar para a corrida podem ir verificá-los na grelha durante a meia hora em que os pneus são montados no carro. É uma pena que todo o trabalho árduo e preparação de tanta gente seja colocado no lixo por uma formalidade. Dói e como explicar isso aos fãs e aos espectadores?
Há multas dadas por coisas mais duras e eu ficaria mais do que feliz em pagá-las do meu próprio bolso. Essa é a minha opinião e não vou dizer meias palavras, mesmo que algumas pessoas possam não gostar. Amanhã vamos de novo. Nós não desistimos! Obrigado por tantas mensagens que significa muito.”













Uma palhaçada estas “corridas”. Carros “eléctricos” com brutos geradores a gasóleo a carregar as pilhas ! Enfim que dizer.
E quem dirige só parece querer que os poucos construtores que ainda lá estão se vão embora.
Palhaçada é difundir falsidades como do gerador a gasóleo que só foi utilizado há 7 anos e não mais!
Penalização exagerada, mas quem não carregou em enviar, foi nabo. Os pilotos, que fizeram o seu trabalho, é que não tiveram culpa.
Apesar de existir um titulo de pilotos, é um trabalho de equipa (como quando um mecânico faz asneiras na box). A Mercedes ainda ano passado fez asneiras com os pneus do Russell e do Bottas. Foram ambos erros inocentes mas as regras existem para evitar chico espertices, e têm de ser aplicadas.