O incidente entre Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa motivou uma acesa reunião no final da corrida.
As duas estrelas da equipa voltaram a ter problemas em pista, com com toques que poderiam ter custado mais caro à equipa e que talvez tenham impedido um resultado melhor.
O director da equipa da DS Techeetah, Mark Preston, descreveu as discussões à The Race como “animadas mas construtivas”.
“A situação na pista tornou-se confusa com o calor do momento”, disse ele. “Eles estavam obviamente em luta um contra o outro, o que não era o ideal, e não conseguiram ir atrás dos rapazes à frente de forma adequada”.
Preston disse que Techeetah precisa de “reagir mais depressa” em tais situações, quando os dois, que correram frequentemente juntos durante corridas no passado, estão a lutar juntos na pista.
“Sempre que há um novo cenário, é possível ver ambos os lados da história pelos pilotos e porque pensaram que algo tinha acontecido”, disse ele. “Toda essa situação aconteceu em menos de uma volta, muito rapidamente. Poderemos então reagir tão rapidamente no futuro? Tenho a certeza de que podemos reagir mais rapidamente. Mas a estrutura está lá para otimizar e isso é um bom exemplo do que teremos de melhorar nas próximas corridas, se voltarmos a ter essa situação”.
JEV foi o primeiro a falar depois da corrida, antes da cerimónia do pódio:
“Quando ele estava em Attack Mode deixei-o passar porque somos uma equipa e estamos a tentar não consumir demasiado quando estamos a passar uns pelos outros e quando não estamos no mesmo modo de energia. Eu tinha mais energia do que ele e estava a aproximar-me. Fui por dentro, pensei que obviamente ele me viu e que ia fazer o mesmo que me deixaria passar, mas ele ficou por fora. Houve um toque e depois, na última curva, ele simplesmente não travou e foi para o interior e houve o acidente. Precisamos de falar internamente e ver o que aconteceu. Acho que ele pensa que a culpa não é dele. Acho que a culpa não é minha, como disse, vamos discutir isto como adultos”.
Félix da Costa foi igualmente franco na sua opinião sobre o incidente, dizendo: “Vamos discuti-lo internamente. Normalmente levanto a minha mão quando estou errado. Dei uma olhadela rápida às imagens, discutiremos internamente e depois, se estiver errado, levantarei a minha mão, mas neste caso ainda não tenho tanta certeza”.
Esta luta inicial era inevitável. O piloto que ganhar vantagem primeiro será a prioridade da equipa. No ano passado Félix da Costa esteve muito melhor que JEV e o francês, algo a contragosto teve de se contentar com um papel secundário, sem argumentos para exigir mais para si. Este ano quer obviamente lutar pelo título e quanto mais depressa ganhar vantagem sobre o seu colega de equipa melhor. O mesmo deverá passar pela cabeça de Félix da Costa. Além de não se esquecer de algumas manobras que JEV fez no ano passado, quer cimentar a sua posição na equipa e quanto mais cedo ganhar vantagem para o seu colega de equipa mais cedo poderá ficar numa posição de força e ser a prioridade. É a típica história de dois galos no mesmo galinheiro.
Para já a vantagem foi para Félix da Costa que herdou o pódio de JEV, mas os próximos capítulos prometem ser ainda mais quentes.











