Gerhard Berger admite que não é apologista dos lastros que normalmente fazem parte das competições de carros de turismo, sendo que o DTM não é uma exceção. O novo responsável pelo promotor do campeonato germânico (ITR) diz mesmo que detesta essa forma de equilibrar a competição, que foi alterada para a terceira ronda da temporada, em Hungaroring, concentrando-se na performance em corrida em vez da qualificação.
Contudo as estratégias de equipa para fazerem diminuir a média por volta, de modo a minimizar o impacto dos lastros levou a novos regulamentos a implementar na quinta ronda da época, em Moscovo. Medida que foi revertida poucas horas depois. Vários pilotos são contra os lastros, nomeadamente Gary Paffett e Mattias Ekström, embora os construtores continuem ser favoráveis a um sistema que penalize os carros mais rápidos de modo a nivelar a performance do pelotão.
Gerhard Berger não tem problemas em expressar o seu ponto de vista sobre o assunto: “Penso que não é segredo nenhum, odeio os lastros. Continuo a pugnar (pela abolição) por isso. O problema não é realmente o lastro, mas as consequências dele”. O presidente da ITR lembra a controvérsia surgida após Norisring: “Quando surgiram as estratégias (das equipas) para não terem lastro, deixou de se andar o mais depressa que se podia, por isso prejudica-se um pouco a competição”.
O austríaco é a favor da competição onde o mais rápido ganha, sem intervenção na performance do carros para além dos regulamentos técnicos e desportivos: “Gostaria de mudar isto, mas não tem a ver com o lastro. Do ponto de vista desportivo precisamos de mudar, mas precisamos que todos estejam de acordo, mas toa a gente tem interesses diferentes”. Berger diz que vai continuar a lutar para que o DTM recupere o seu DNA, que não deve ter a ver “com peso ou lastro. Deve ser automobilismo profissional onde o melhor ganha”.








