Depois da Mercedes ter anunciado que vai deixar o DTM em favor da entrada na Fórmula E levanta a questão da sobrevivência ao Campeonato Alemão de Carros de Turismo. A BMW, que também vai disputar a competição de monolugares elétricos, está preocupada, mas o seu responsável desportivo, Jens Marquardt, diz que é preciso que tudo seja equacionado para assegurar que o DTM ‘sobrevive’ para além de 2018. Isto apesar da confiança no futuro já expressada por Gerhard Berger, promotor do campeonato.
Dieter Gass, da Audi Sport, já mostrou grandes dúvidas de que o DTM possa ter futuro apenas com duas marcas, mas Marquardt considera que há que ter a abertura suficiente para se poder assegurar a sobrevivência do campeonato, nem se vá pelo mesmo tipo de solução adotada pelo Super GT, que tem duas categorias e dessa forma grelhas mais extensas. Para já o responsável da BMW prefere um plano que atraia a chegada de novos construtores, mas se for necessário, porque não um ‘plano B’ semelhante ao que tem a popular competição nipóinica: “O objetivo é ter o máximo de marcas e conseguir mais. Certamente que terão de existir alguns incentivos. Temos de trabalhar nisso. Já há três construtores japoneses no Super GT que têm regras muito semelhantes, e estão muito perto do que nós temos. Por isso aproximar-nos (plano A) pode ser a solução. E se isso não for possível e para um plano B”.
A ideia de uma harmonização de regras entre DTM e Super GT não é de agora, falando-se disso há bastante tempo, mas agora é a competição germânica que precisa mais da ‘boa vontade’ nipónica do que nunca. Jens Marquardt considera que há que estudar o assunto com todos os envolvidos, nomeadamente a ‘sua’ BMW: “Provavelmente o DTM terá de se ajudar. Até agora temos estado os três no nosso mundo. Agora a situação mudou e temos de ver o que é preciso – o que manter de bom no DTM e o que é preciso modificar. Temos de estar abertos a tudo”.








