Chegar, ver e vencer. Pedro Salvador fez da jornada de Vila Real um dos momentos da celebração dos seus 30 anos de carreira e fez dupla com José Carlos Pires, ocupando o lugar que é normalmente de Tomás Guedes. A dupla não foi feliz na Corrida 1, com uma desistência ainda antes da luz vermelha se apagar, mas na Corrida 2, não deixaram escapar a vitória, largando da pole, numa prova difícil e atribulada.
José Carlos Pires falou em sentimentos mistos no final da desta transmontana. O piloto que se havia destacado em 2023, também a representar as cores da Speedy enfrentou um fim de semana e altos e baixos:
“Este fim de semana foi de sentimentos mistos. Ontem [sábado] tivemos azar, mas hoje conseguimos recuperar e vencer. O Pedro fez um stint excelente, conseguiu uma vantagem inicial e, mesmo com o safety car, saímos bem da troca. Consegui ganhar tempo logo na minha primeira volta, o que foi determinante. Já tinha vencido aqui em 2023, mas este ano é especial, não só por correr com o Pedro, que é amigo e parceiro nesta jornada, mas também porque o campeonato está muito mais competitivo e o ambiente em Vila Real é único. O público é incrível”.
Já Pedro Salvador reconheceu que esta terá sido a sua participação mais exigente em Vila Real, com o campeonato a ter um nível fortíssimo:
“Foi a corrida em que andei mais depressa em Vila Real. O nível de competitividade obrigou-me a puxar tudo o que tinha. Não tenho ritmo competitivo regular, por isso tirei tudo da “reserva” para fazer a pole e garantir a vitória. Houve uma desconcentração que me fez perder alguma vantagem, mas recuperei. Como chefe de equipa e piloto, também tive de pensar estrategicamente: falámos antes da corrida e se fosse necessário deixar o Rafa passar por causa do handicap, fá-lo-ia. Mas também tinha o compromisso com o Zé Carlos de lutar pela vitória. Quando estou ao volante, foco-me apenas em pilotar”.
Foto: Zoom Motorsport












