Luís Alegria venceu as duas corridas do Campeonato Nacional de Velocidade Clássicos 1300 em Braga, mas outro concorrente, Miguel Pinheiro (da categoria H71), decidiu protestar a legalidade do Datsun 1200 do vencedor. Luís Alegria estranhou o facto de se tratar do protesto de um concorrente de outra categoria – uma vez que compete em H75 – e já reagiu, explicando ao AutoSport o que sucedeu.
Acontece que o Datsun de Luís Alegria é um Grupo 2, como está na ficha de inscrição, e que no ‘passaporte’ técnico que acompanhou o carro em Braga figura o código correspondente a um Grupo 5, por engano do preparador em Inglaterra, e também da Federação Britânica de Automobilismo (MSA) e da FIA, que não o detetaram. Sobressai logo à partida o facto de no ‘passaporte’ técnico estar uma foto de uma carroçaria Sedan, que corresponde à realidade, e no mesmo documento estar o termo Coupé, o que denuncia desde logo o engano no preenchimento.
Quando se aperceberam do erro, nas verificações técnicas após a prova, os comissários técnicos presentes em Braga alertaram Luís Alegria. Este questionou o preparador britânico, que (via e-mail) já assumiu o engano no preenchimento do ‘paassaporte’ técnico e comprometeu-se a resolver o problema, enviando novo ‘passaporte’ técnico devidamente preenchido e aprovado pela MSA e pela FIA.
Luís Alegria espera repor a verdade dos factos, já que em causa está o seu bom nome, pois no seu historial, como piloto de velocidade e co-piloto de ralis nunca se viu numa situação destas.











