Ricardo Amaral, Diretor da TGR Caetano Portugal: “fãs promovem”, “espetáculo capta atenção, vencer, melhor ainda”
Muitas vezes os adeptos dos ralis discutem a relação entre os investimentos das marcas no desporto automóvel e a forma como isso se repercute em retorno. Nesse contexto, nada melhor do que perguntar diretamente ao Diretor da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e da Divisão de Marketing e Experiência do Cliente, Ricardo Amaral, qual é a visão da marca relativamente a esse tema.
Como se sabe, a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal apresentou oficialmente a presença nas três principais modalidades de desporto automóvel em Portugal, a Velocidade com o Toyota Supra GT4 evo, o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno com a Toyota Hilux T1+ evo e o Campeonato de Portugal de Ralis com o Toyota GR Yaris Rally2, um projeto absolutamente único a nível europeu.

Recentemente, Ricardo Amaral tinha-nos dito que os fãs estão cada vez mais interessados no automobilismo. De que forma é que a marca beneficia da participação com os seus produtos nos ralis, velocidade e todo-o-terreno?
“A informação que temos é que para quem é fã da marca, torna-se mais fácil vender um carro.
Portanto, nós queremos tentar realmente captar estes fãs, e consegue-se captar através do desporto automóvel, para depois, realmente, podermos conseguir também melhorar em termos de vendas para a marca, o que é positivo, ou seja, é positivo termos emoção, mas também, ao mesmo tempo, do ponto de vista do negócio é interessante, por isso, o facto de termos fãs, que são também embaixadores que, não só compram carros, mas também depois os promovem às famílias, aos amigos e por isso este ciclo acaba por abarcar tudo e todos, e por isso entendemos que esta aposta que temos vindo a fazer, achamos que é uma aposta vencedora.”
Disse também que não há fãs mais fiéis no desporto motorizado do que os portugueses, portanto, vencer no domingo ainda significa vender à segunda-feira, para a vossa marca?
“Toda a gente gosta de vencer e nós queremos ganhar também. Vamos vencer, mas não é isso o mais importante. Claro que se vencermos, conseguimos criar ainda mais fãs, e fazendo um paralelismo com o futebol, é muito por aí, mas a vitória não é o mais importante, o mais importante é realmente as pessoas gostarem dos carros, e eu falava, por exemplo, há pouco dos nossos pilotos, o Kris Meeke, o João Ramos, são pilotos conhecidos sobretudo pelo espetáculo que dão, ou seja, é um bocadinho voltar às origens, mais do que a vitória, não é andar ali só para ganhar, é muito importante, e nós queremos, dar muito espetáculo.
Os fãs gostam do espetáculo e se não gostarem do espetáculo, podem ser fãs no imediato, mas depois, sem esse espetáculo, perdem interesse. Por isso, nós temos que captar a atenção, dar espetáculo, e se vencermos, melhor ainda…”










… sem dúvida! Agora será sempre difícil quantificar exactamente o retorno, a não ser perguntando a TODOS os clientes sem excepção, se houve alguma influência da envolvência no desporto automóvel na altura da compra… Espero no entanto não ser naive pensando que poderá haver outras considerações para além da financeira!
Completamente de acordo e bem haja a quem pensa e executa um projeto desta envergadura, com o pensamento e filosofia certa,” é um bocadinho voltar às origens, mais do que a vitória, não é andar ali só para ganhar, é muito importante, e nós queremos, dar muito espetáculo.”
… dar espectáculo, mas também perceber que quem segue minimamente o desporto automóvel ajuiza para além de apenas que viatura ganhou á geral ou foi campeão!
Aliás, há muito boa gente que tem o pensamento de “quem ganhou é quem tem mais dinheiro”. Mas a maioria aprecia também, por exemplo, que viaturas mostram mais fiabilidade, quem venceu determinada(o)s classes / grupos.