Taça de Portugal de Montanha: Afinal o vencedor é Afonso Santos
Não foi um fim de semana particularmente feliz na Falperra, com a festa da Taça de Portugal de Montanha a ficar manchada por uma confusão regulamentar que agora tem novo desenvolvimento. Afonso Santos (Osella PA 2000 Evo2) ainda foi declarado vencedor, mas a decisão teve marcha atrás e foi José Rodrigues (Porsche 992 GT3 Cup) a festejar no pódio. No entanto, a história ainda não estava toda contada.
Hoje, terça-feira, dia 19 de maio, a organização lançou um comunicado em que Afonso Santos é declarado o vencedor da Taça de Portugal. Segundo o comunicado, a decisão resulta da análise feita pelo Colégio de Comissários Desportivos (CCD) daquela prova, organizada pelo Clube Automóvel do Minho, à classificação final, constatando que o regulamento aplicado (somatório das duas subidas de prova) não estava de acordo com o regulamento federativo da Taça de Portugal de Montanha (melhor tempo de uma das duas subidas de prova). “Em caso de conflito entre o Regulamento Desportivo e Técnico de uma disciplina e o Regulamento Particular de uma prova/evento, prevalecem os primeiros”, lembrou o CCD, fundamentando a sua decisão de atribuir o título da Taça de Portugal de Montanha a Afonso Santos com o Artigo 1.4.6 das Prescrições Gerais de Automobilismo e Karting 2026.
No regulamento desportivo da Taça de Portugal, pode ler-se no Artigo 7 o seguinte:
“Será declarado Vencedor Absoluto da Taça Portugal de Montanha o condutor que tenha efetuado o melhor tempo numa das duas subidas cronometradas.”
A confusão surge com o que está escrito no Regulamento Particular da prova. No Artigo 9.4.2.5 pode ler-se o seguinte: “A classificação será estabelecida pelo menor tempo no conjunto dos tempos das duas melhores subidas.”
José Rodrigues completou duas subidas oficiais: a Subida Oficial 1 com o tempo de 2:10.868 e a Subida Oficial 2 com o tempo de 2:10.146, totalizando 4:21.014. Afonso Santos realizou apenas a Subida 1, com o tempo de 2:08.084. Pelo critério do Regulamento Particular, José Rodrigues seria o vencedor, como foi anunciado. Contudo, a prevalecer o regulamento desportivo da Taça de Portugal, o triunfo recai sobre Afonso Santos, que foi o mais rápido na Subida Oficial 1, sem que ninguém batesse o seu tempo no resto do evento.
Prescrições Gerais de Automobilismo e Karting 2026 AQUI
Regulamento Desportivo da Taça de Portugal de Montanha AQUI
Regulamento Particular da 45ª Rampa Internacional da Falperra AQUI
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Carlos Costa
19 Maio, 2026 at 14:58
Quem redigiu o regulamento da Taça de Portugal ( FPAK ) não sabe escrever português, o texto é no mínimo confuso.
Provavelmente o autor tem limitações mas a entidade federativa é a responsável.
Nrpm
20 Maio, 2026 at 10:50
Afinal, ninguém sabe interpretar e aplicar a regulamentação motorsport em Portugal. A FPAK, aprova um regulamento particular que infringe um Regulamento geral de grau normativo superior. A organização da prova (CAM) não conhece o Regulamento geral da prova que está a organizar – Taça de Portugal de Montanha – e por sua alta recreação inventa uma nova formula para o cálculo da classificação final, porque acha que é o que pensa que ‘tem de valer’.
Para piorar tudo, uma organização/clube longevo e a FPAK, ‘atiram para cima dos pilotos’ o ónus de se oporem quando o erro clamoroso é detetado. Confundem um protesto técnico com uma reclamação legítima, sobre um erro crasso da autoridade federativa e da entidade organizadora. Ser preciso prestar caução pecuniária para apontar um erro alheio, mas da responsabilidade primária dos organizadores, não só é um abuso mas uma total prepotência, uma falta de carácter dos líderes e agentes do processo. A APPAM, Associação que representa pilotos da Montanha, devia ter intervido logo e manifestar-se sobre a matéria, coisa que não fez no momento, nem se pronunciou até agora
Senhores do Automobilismo de Portugal aprumem-se, orientem-se e actualuzem-se, Já é hora…se estivessem no âmbito de uma empresa privada, com estes comportamentos e incompetência, eram todos despedidos, e com justa causa.
‘Escolher’ uma prova Internacional para dar uma barraca tão grande, Lpdeixa uma má sensação do que por cá vai.
Uma nota final para os pilotos. Competir também é saber os regulamentos e normas, para entenderem o que é errado e certo.
O que os protege é ordena.Mas também para saberem ao que estão obrigados: que uma bandeira vermelha é de paragem de marcha imediata;que numa pista não se ‘estaciona’ o carro onde se quer sem segurança, imprudentemente e disparatadamente usar o asfalto para fazer uma ‘pausa’
sentando-se no chão!
Com tanto erro e desatino, está edição da Falperra é para muita gente memorizar e refletir não repetir.
jose melo
20 Maio, 2026 at 12:37
Há uns tempos a confusão foi nos Rallyes. Agora na Montanha. A FPAK é uma associação de pessoas que unicamente querem viver bem. Muito bem. Quando é que alguém propõe a limitação de mandatos? Há muita incompetência, e os interesses financeiros são mais que muitos. E vou ficar por aqui. Os diretamente lesados que se mexam.
Nrpm
20 Maio, 2026 at 15:08
J. Melo é isso mesmo.
A democracia que eterniza ‘fulanos’ em cargos é mais nociva que qualquer ditadura ou assalto ao poder. Limitem os mandatos, despeçam os funcionários incompetentes e incentivem os praticantes em vez de os prejudicar.