No Rali TT Vinhos Carmim, o pó foi uma constante ao longo de todo o fim-de-semana, criando dificuldades aos pilotos que seguiam atrás de concorrentes mais lentos. Numa altura em que o ‘Sentinel’ (ndr, sistema accionado pelos pilotos para avisar o concorrente à sua frente que pretendem ultrapassar, podendo ser ativado a cerca de 500 metros de distância) não é utilizado no CNTT, e numa opinião generalizada, os pilotos afirmam que este devia voltar a ser presença nas provas da modalidade.
Na segunda prova do CNTT, registaram-se, pelo menos, três ‘casos’ práticos. Na luta pela vitória, João Ramos perdeu a liderança após furar, ficando com uma diferença de tempo que o obrigava a ultrapassar em pista Miguel Barbosa para poder vencer, com o piloto do Porto a ser da opinião de que “ele não me ia deixar passar, se houvesse o sentinel e eu fosse mais rápido em pista, já o teria de fazer, mas assim, não é ‘obrigado’ e eu teria de correr muitos riscos”.
Por seu lado, Paulo Rui Ferreira rodou cerca de 100 km do primeiro Setor Seletivo no pó de Pedro Grancha, explicando que não tinha forma de o ‘avisar’ de que estava a andar mais rápido, numa altura em que Grancha estava a ter problemas em rolar com o seu BMW Serie 1 Proto, devido à afinação utilizada nas novas suspensões que não tiveram tempo de testar antes da prova.
Já André Amaral, foi o protagonista de algo insólito, afirmando que “a única forma de me deixarem passar era batendo neles, bati em três!” O piloto do Mercedes Proto (na imagem) afirmou que o “Sentinel é um conforto, podemos avisar um piloto a 500 metros”, por exemplo, “houve um piloto que lhe dei dois toques, ele ignorou, e então o terceiro foi mais forte, mas nós no carro, é difícil saber se o piloto esta a vir atrás de nós, ou se esta mais rápido que nós, só nos ganchos podemos olhar para trás e ter essa perceção”, finalizou









