Luís Portela Morais decidiu não alinhar no Rali Dakar 2026, apesar de ter inicialmente previsto a participação com um novo protótipo T3 que ainda se encontra em fase de desenvolvimento. O piloto anunciou nas redes sociais que, em conjunto com a Minotor Racing, concluiu não estarem reunidas as condições ideais para enfrentar já a mais exigente prova de todo-o-terreno mundial.
O projeto contemplava a estreia de um novo veículo T3, ainda em desenvolvimento, e foi precisamente durante esse processo que piloto e equipa entenderam que o nível de maturação técnica não oferecia garantias suficientes para o desafio do Dakar. A opção passa, assim, por evitar “confundir velocidade com precipitação”, privilegiando uma evolução mais sólida antes de enfrentar a maratona saudita.
Foco no T3 híbrido e estreia em Portugal
Integrado na estrutura Minotor Racing, Luís Portela Morais sublinha que o objetivo permanece ambicioso: desenvolver “aquele que queremos que seja o melhor T3 de sempre”, assente numa tecnologia híbrida que a equipa acredita poder revolucionar o rally‑raid. A estreia em competição deste novo carro está agora agendada para março, no Rally Raid Portugal, prova do campeonato nacional e do W2RC.
Antes disso, em janeiro, estão previstos testes intensivos para afinar a fiabilidade mecânica e o desempenho do conjunto, de forma a chegar à primeira corrida com um nível de preparação o mais elevado possível.
Apesar do adiamento da presença no Dakar, o piloto garante que “a aventura continua” e manifesta “orgulho enorme” no projeto que está inserido da bp Ultimate Adventure Team.
A estratégia delineada aponta para uma construção faseada, em que a prioridade imediata é validar em prova o potencial do T3 híbrido, com vista a regressar ao plano Dakar quando o pacote técnico e desportivo for considerado plenamente competitivo









