Três anos depois do lançamento do primeiro volume, então centrado na participação dos primeiros portugueses que se aventuraram de moto no Dakar, Elisabete Jacinto apresentou ontem (segunda-feira), em Lisboa, a continuação da saga “Os Portugas no Dakar 2”, tendo agora como fio condutor as participações da própria piloto entre os anos de 1998 e 2001.
«Desta vez, tive de dar um salto no tempo para falar, finalmente, das minhas próprias aventuras no Dakar. O primeiro livro foi uma forma que encontrei para mostrar toda minha admiração e apreço por aqueles que abriram o caminho em moto, enquanto este segundo volume relata já as minhas participações, desde o entusiasmo da minha estreia ao desânimo que se revelou o último ano em que participei de moto, muito por culpa do acidente com a minha equipa de assistência.»
«Talvez por isso, acho que foi mais fácil brincar com as histórias do primeiro volume do que propriamente com estas, embora as ilustrações do Luís Pinto-Coelho tivessem ajudado a dar algum toque de humor». Afinal, como faz questão de lembrar a piloto, «nem sempre é fácil mostrar sentimentos em banda desenhada, ainda mais quando se tratam de histórias reais, com factos totalmente verídicos».
O principal toque de humor é dado, uma vez mais, «pelas muitos peripécias e picanços do Bernardo Vilar, Paulo Marques e Miguel Farrajota, sempre em acesa disputa pelo lugar de melhor português em prova».
Infelizmente, a autora dá aqui por finalizado o seu contributo para a preservação destas memórias, «pois dificilmente avançarei para um terceiro volume. Tenho pena que assim seja porque o trabalhou ficou até bastante giro, só que não posso esquecer que o primeiro livro demorou dois anos a fazer e este último quase três», justifica.











