Stéphane Peterhansel: “O Dakar tornou-se mais numa prova de sprint do que uma verdadeira maratona”

Por a 2 Janeiro 2017 14:42

Stéphane Peterhansel é claramente o principal favorito à vitória no Dakar, ainda mais num ano em que as dificuldades vão aumentar e a experiência será ainda mais importante. O ano passado, a sua vitória só foi confirmada por volta do carnaval em virtude de uma paragem para meter combustível há um ano que deu confusão que chegue. Este ano, a concorrência interna e externa está mais forte, mais ano menos ano, Peterhansel há-de, definitivamente, começar a perder, mas será que é já este ano?

“Acho que trabalhámos bem ao longo do ano e acumulámos o máximo de informação possível a nosso favor, em todas as frentes, humanas e técnicas. Esta prova nunca é simples, claro, mas não me sinto sob qualquer pressão em particular. Só quero começar! O meu objetivo é divertir-me ao volante do novo Peugeot 3008 DKR, modelo que mudou em várias áreas, em comparação com o 2008 DKR. É algo bom porque o Dakar tornou-se mais numa prova de sprint nas pistas do que uma verdadeira maratona no deserto. Estou curioso para ver qual será o efeito de passar tanto tempo a alta altitude na Bolívia, algo que vai ser novo para todos. Ter ar condicionado a bordo será um bónus. Esteve muito quente e húmido durante o nosso shakedown, mas o sistema cumpriu o seu papel na perfeição. É ótimo contar com ele, em termos de conforto e de performance.”

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2 comentários

  1. João Pereira

    2 Janeiro, 2017 at 15:00

    Peterhansel tem razão, mas isso tem acontecido em todas as provas de resistência nos desportos motorizados, devido há evolução técnica, que mesmo com alguma diminuição dos meios de assistência, permite que as máquinas suportem melhor os castigos. Veja-se também as provas de pista com 24h em que se percorrem distâncias idênticas ás do Dakar, sempre com andamento muito vivo.
    Quanto a mim, as surpresas podem continuar a acontecer em termos mecânicos como Le Mans demosntrou em 2016, e o espectáculo ganha. Repare-se no aumento de popularidade dos desportos motorizados, principalmente as provas de resistência, cada vez com mais fans, e se é verdade que a cobertura televisiva ajuda a cativar mais fans, o facto é que essa cobertura só existe porque o interesse também cresceu e tornou o negócio mais atractivo.
    Bem haja a evolução tecnológica quando contribui para melhorar o espectáculo.
    Tomara o WRC ter 3 carros completamente diferentes a discutir a vitória, como aqui em que temos um Buggy V6 Diesel, um SUV 6L Diesel 4×4 e uma Pick-up com um V8 a gasolina, enquanto no WRC temos 4 carros todos com chassis e motores praticamente iguais e as carroçarias todas do mesmo tamanho, só com alguns “Tüpperwares” e cores diferentes.

  2. Forconda

    2 Janeiro, 2017 at 18:49

    Também está a decorrer uma prova com pilotos Portugueses chamada”Africa Race”…

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