Martin Prokop foi 14º na sua estreia no Dakar, fazendo a prova que esperava. Habituado a um andamento rápido no WRC, notou-se que quer andar depressa, mas faltou-lhe a experiência e por isso teve alguns contratempos. Foi uma boa aprendizagem para primeiro Dakar. No final o piloto checo estava mais do que satisfeito, pois foi a primeira vez que se deparou com areia e dunas: “Foi ótimo. O início foi promissor, mas nessa fase era tudo mais parecido ao WRC, depois disso as coisas começaram a acontecer rapidamente. Pensar que poderia ter feito melhor é estúpido, pois recordo que o meu conhecimento deste tipo de prova era absolutamente zero” começou por dizer Prokop que fez a natural comparação da sua nova Hilux para o Fiesta WRC que habitualmente pilota no WRC “É completamente diferente do WRC pois a Hilux tem muito peso para movimentar durante a aceleração ou desaceleração”, comparou. Outra situação que um piloto de ralis sofre numa prova destes é fisicamente, pois um rali é intenso, mas são dois dias e meio e o Dakar são 14 dias, com um de descanso pelo meio: “No WRC já sabemos o que dura, mas aqui não sabia se ia durar 14 dias. Por vezes foi difícil, mas não tinha mesmo ideia se conseguiria suportar”, disse Prokop que só cometeu dois erros mais complicados durante toda a prova. No primeiro, capotou e noutro ficou com a Hilux tombada de lado “dois erros estúpidos. Depois fiquei atascado na areia, mas de resto em termos gerais estou satisfeito. Talvez pudesse ter ficado no top 10 sem os erros que cometi, mas é normal! Estou feliz, o que esperava, cumpri. O Dakar é uma experiência indescritível, mesmo do lado dos mecânicos. Eles trabalham muito duro, é quase irreal. Eu não podia imaginar que passassem a noite a trabalhar nos carros, de seguida, tomar o café da manhã, sentar no carro e seguir para o outro bivouac”, disse Prokop que já anunciou que só vai começar a sua época do WRC no Rali do México “Vamos começar no México, assim tenho tempo para recuperar…” concluiu.


















