Já houve épocas em que os concorrentes profissionais do Dakar passavam a noite em hotéis, deslocando-se de helicóptero, nomeadamente no Dakar da América do Sul, ‘desligando-se’ muito do que foi o passado do Dakar em África antes do surgimento das grandes e profissionais estruturas. Até aí era o tempo do espírito ‘Malle-Moto’, que hoje até é uma categoria das motos. A A expressão “Malle-Moto” é uma palavra francesa que no contexto do Rali Dakar, refere-se a uma categoria em que os pilotos competem sozinhos, sem apoio de equipa. Os pilotos devem levar tudo o que precisam para a corrida numa caixa de metal que é transportada pela organização do evento de um acampamento para outro.
A categoria Malle-Moto é considerada a mais difícil do Rali Dakar. Os pilotos fazem suas próprias reparações, lidam com problemas mecânicos e tudo o que lhes surja pela frente.
Os pilotos Malle-Moto são considerados verdadeiros heróis do Rali Dakar. Eles são os únicos que realmente experimentam a corrida em sua forma mais pura.
Mas há também algo intermédio em que se está longe dos luxos dos hóteis, como sucedeu em vários anos de Dakar – só para alguns, claro – mas que não vai ao limite do ‘Malle-Moto’.
Hoje em dia, no Rali Dakar todos passam as noites nos acampamentos, até porque na Arábia Saudita a prova realiza-se em áreas remotas, longe de qualquer infraestrutura ou cidade.
Nada falta nos bivouac, em termos do que é básico para os concorrentes descansarem. As tendas são geralmente pequenas e apertadas, mas são suficientes para fornecer abrigo do vento e da chuva. Os sacos de dormir são essenciais para manter os concorrentes aquecidos à noite. A comida e a água são fornecidas pelos organizadores do rali.
Mas há também estruturas como a da Franco Sport, que tem algo mais cómodo para a sua dupla. Mário Franco e Daniel Jordão, dupla da Franco Sport no Dakar, descansam numa caravana, que podem ver no vídeo.










