Lucas Moraes e o navegador espanhol Armand Monleón preparavam-se para repetir o pódio do ano passado, quando sofreram um contratempo inesperado: a quebra da suspensão da Toyota GR DKR Hilux numa zona ‘normal’ e num momento em que mantinham um ritmo moderado justamente para ascender à vice-liderança da prova. Recém formada pela equipa Toyota Gazoo Racing, a dupla fez uma estreia muito elogiada no icónico desafio internacional, tendo obtido a vitória na terceira especial e mantido entre as três primeiras classificadas desde a sétima especial, disputada no domingo. A quebra de uma peça que tem um baixo índice de falhas surpreendeu o duo e sua equipa: “Apendi uma lição hoje: o Dakar pode ser cruel”, disse, bastante emocionado, o piloto brasileiro, depois de chegar ao acampamento do Dakar, prova que se encerra nesta sexta-feira, na Arábia Saudita. A emoção se justifica: além da tensão natural do maior desafio do mundo, Moraes teve que superar um capotamento que quase o tirou da corrida e conviver com a notícia da hospitalização da filha de quatro anos, com quadro de meningite – já recuperada e de volta à casa da família.
“Difícil de entender” – “É muito difícil perder uma chance de pódio assim. Quebrou o braço superior da suspensão, que é o mais forte e nunca quebra. Eu estava num ritmo ameno, sem forçar… difícil de entender essa falha. Mas faz parte do jogo. Sinto muito pela equipa também. Estou bastante chateado, porque recebi tantas mensagens, tanta gente do Brasil torcendo. Uma pena… Agora é erguer a cabeça e preparar-nos para terminar o Dakar da melhor forma. Faremos o possível para terminar bem”, completou Moraes.












