Dakar: O regresso de Carlos Sousa
Poucos esperavam, e até o próprio ficou surpreendido, mas a verdade é que a sua categoria permite que quando se trata do Dakar, por vezes o telefone toca. Falamos de Carlos Sousa, que regressa ao Dakar na sua 40ª edição, desta feita aos comandos de uma Renault Duster e com Pascal Maimon ao lado. Terá o #315 nas portas do Duster…
Depois de dois anos afastado das competições, o português está de regresso ao mais duro rali do mundo, como um dos pilotos da equipa oficial Renault Duster Dakar Team. O almadense sonha com um resultado entre os dez primeiros, até em função do potencial revelado pelo Duster em edições anteriores, em que chegou a conquistar dois terceiros lugares em etapas. Vencedor do Dakar 2002 ao lado de Hiroshi Masuoka, o francês Pascal Maimon será o navegador de Carlos Sousa. O Dakar 2018 decorrerá entre os dias 6 e 20 de janeiro, com passagem pelo Perú, Bolívia e Argentina.
Pelo sexto ano consecutivo, dois Duster inscritos pela Renault Sport Argentina (a gama Dacia é comercializada neste país sob a marca Renault) estarão à partida do mais exigente e apaixonante rali do mundo: o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cavalos de potência, os Duster querem ser uma das surpresas da prova, beneficiando da experiência e da rapidez dos dois pilotos da equipa: o português Carlos Sousa e o argentino Emiliano Spataro.
Para Carlos Sousa, a 17ª participação no Dakar será marcada por uma dupla estreia: a entrada no Renault Duster Dakar Team e a companhia do francês Pascal Maimon, navegador que, em 2002, cometeu a proeza de vencer o Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka.
O piloto nacional admite que “estava longe de imaginar que estaria de regresso ao Dakar. Estava descansado em casa, quando recebi um telefonema com o honroso e irrecusável convite do Renault Duster Dakar Team. Apesar de estar sem correr há dois anos, a adrenalina subiu de imediato e, a verdade, é que não vejo a hora de me sentar aos comandos do Duster.”
Navegador que já venceu o Dakar
Por outro lado, será também a primeira oportunidade para Carlos Sousa rodar com o francês Pascal Maimon, o navegador escolhido para este regresso ao Dakar. “Há vários anos que nos conhecemos, com algumas lutas em pista, mas com uma amizade que se foi cimentando. Meio a brincar íamos dizendo que, um dia, iríamos correr juntos. E assim que o meu nome surgiu na lista de inscritos provisória, o Pascal ligou logo a perguntar se era desta que íamos fazer dupla. O acordo ficou estabelecido no momento! É uma das referências da modalidade na arte da navegação. O seu palmarés diz tudo sobre a sua experiência e competência. Também é um especialista em mecânica, pelo que a escolha não podia ser mais certa.”
Mas Carlos Sousa tem bem presentes os condicionalismos com que vai estar à partida daquela que é a 40ª edição do Dakar: “Estou parado há dois anos, e vou estrear um carro e um novo navegador. Ou seja, é todo um mundo novo que me espera. No entanto, esta também não é uma situação totalmente nova para mim. Já estou habituado a este tipo de dificuldades, pelo que espero ultrapassar tudo isso o mais rápido possível. O teste que está previsto com a equipa também vai ser importante para atenuar tudo isso.”
Os objetivos…
Nesse sentido, Carlos Sousa já definiu a estratégia: “Primeiro vou de me adaptar a tudo o que é novidade. Mas quero andar o mais rápido possível, nunca esquecendo que o Dakar ainda continua a ser uma prova maratona. É verdade que cada vez mais parece um vulgar rali face às lutas que se travam nos lugares cimeiros, mas a gestão do ritmo continua a ser essencial para a conquista de um bom resultado. E como a edição deste ano começa logo com vários dias no deserto, acredito que isso pode ser uma vantagem para mim. Aliás, acredito mesmo que, ao contrário dos outros anos, podemos chegar a meio da prova com vantagens significativas entre os pilotos da frente. Mas o Dakar é sempre fértil em surpresas, por isso, vamos ver o que nos reserva este ano.”
Quanto a objetivos desportivos, Carlos Sousa não esconde que “sonho com a conquista de um resultado nos dez primeiros. Tenho consciência que é uma expetativa muito elevada, tendo em conta a qualidade da lista de inscritos, mas eu acredito nessa possibilidade e na competitividade do Duster. Aliás, tenho bem presente na memória os top-3 conquistados em algumas etapas, resultados que só são possíveis de obter por um carro competitivo.”
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