Os holofotes têm menor intensidade quando falamos de quads e camiões, mas nem por isso estas são categorias de cariz menor num evento com as características e dimensão do Dakar. O equilíbrio tem sido palavra de ordem e a próxima edição antevê-se a mais emotiva dos últimos anos dado o número presente de candidatos à vitória em cada uma.
Nos quads a grande novidade é o regresso dos irmãos Alejandro e Marcos Patronelli, os quais dividiram os triunfos na prova entre 2010 e 2013 – dois para cada lado. A jogar em casa, os argentinos almejam voltar a brilhar numa prova que lhes traz boas recordações. Mas a tarefa não é fácil e pela frente têm os atuais nomes fortes dos quads, Rafal Sonik, atual detentor do título, e Ignasio Casale, vencedor em 2014, os quais animaram a competição nas duas últimas edições, dando assim continuidade ao legado Patronelli.
Outro dos nomes a seguir é o de Jeremias Gonzalez Ferioli, piloto de 19 anos que na última edição foi segundo classificado – naquela que foi a sua segunda presença na prova – e que pode vir a surpreender os mais experientes. Terceiro classificado em 2015, e mesmo não tendo o mesmo ritmo dos referidos, Walter Nosiglia também poderá ter uma palavra a dizer na luta pelo pódio. Curioso é ver também o predominância Yamaha, já que, dos mencionados, apenas Nosiglia marca a diferença, apresentando-se aos comandos de uma Honda.
Kamaz, a natural favorita
Já nos camiões a Kamaz é sempre a principal candidata à vitória e este ano não é diferente. No século XXI, a equipa russa assinou 12 triunfos e desde que a prova se encontra na América do Sul obteve 75% do total de pódios, com 56 vitórias em etapas, o que diz tudo sobre o seu domínio nesta matéria. Depois de Vladimir Chagin se ter retirado após a edição de 2011, a equipa russa não perdeu fulgor, continuou a vencer, e hoje conta com uma tripla de pilotos de luxo – Andrey Karginov, Eduard Nikolaev e Ayrat Mardeev – que triunfou nas três últimas edições da prova (uma vitória para cada) e dominou o pódio no último ano. A média de idades é somente de 33 anos, deixando antever que a onda de sucessos tem tudo para durar. Os seus grandes opositores encontram-se na Iveco, com Gerard De Rooy – vencedor em 2012 – e
Ales Loprais, que deixou a MAN, numa equipa que conta também com Federico Villagra, piloto que irá participar pela primeira vez na prova em camião. Para 2016, Hans Stacey também trocou de marca, passando da Iveco para a MAN, e será outro dos nomes a ter em conta. O vencedor de 2007 espera voltar a subir ao lugar mais alto do pódio já no próximo ano, tendo em Pieter Versluis o seu companheiro de equipa.
Numa segunda linha, o checo Martin Kolomy, quinto em 2013, poderá intrometer-se na luta pelos lugares do pódio, apresentando-se como o principal nome da Tatra, enquanto Martin Van den Brink é o homem forte da Renault Trucks. Aqui, Portugal terá em José Martins o seu representante. O piloto luso irá alinhar com o Renault nº 551, partilhando a cabine com os franceses Franck Puchouau e Bruno Bouey.














