Paulo Fiúza é o português que vai correr neste Dakar com uma das máquinas mais evoluídas e competitivas da prova. Volta à bacquet do lado direito de Vaidotas Zala, agora no BRX Hunter T1+ da Prodrive Teltonika Racing, um dos quatro que a Prodrive terá em prova, sendo por isso, em teoria o português com a maior probabilidade de alcançar um bom resultado nos autos.
Depois de se ter estreado no Dakar em 2007 ao lado do Francisco Inocêncio (Mitsubishi), ainda em África, a sua carreira no Dakar foi evoluindo depressa. Em 2009 ainda foi 51º ao lado de Francisco Inocêncio, mas em 2010 já ao lado de Ricardo Leal dos Santos Ricardo foi 14º no BMW X5. No ano seguinte, 7º novamente com Leal dos Santos (BMW X3 cc) e em 2012 outra vez 7º com Leal dos Santos, mas já no Mini All4 Racing.
As suas capacidades como navegador foram notadas e em 2013 e 2014 correu ao lado do argentino Orlando Terranova (BMW X3 cc e Mini All4 Racing) obtendo dois quintos lugares. Em 2015 Carlos Sousa aceitou um convite da Renault para correr com um Dacia no Dakar e com Fiúza ao lado foram oitavos.
Mas seria apenas em 2020 que pode mesmo lutar pelo triunfo, ao lado de Stéphane Peterhansel num Mini JCW Buggy, terminando no pódio, naquela que é ainda hoje a melhor classificação de um português no Dakar, nos autos, o 3º lugar, suplantando o quarto posto de Carlos Sousa em 2003.
O ano passado correu ao lado de Vaidotas Zala no Mini All4 Racing, bem tentaram chegar ao top 10, mas ficaram na 11ª posição que este ano, podem melhorar substancialmente.
Este será o 17º Dakar de Paulo Fiúza.












