Sempre que terminou o Dakar, excetuando a estreia em 2004, quando foi 10º com um Mitsubishi e em 2007, quando foi sexto com a BMW, nunca Nasser Al-Attiyah tinha terminado o Dakar fora do pódio. Portanto, este quarto lugar, na estreia da Dacia, é uma novidade com 18 anos para o piloto do Qatar.
Claramente, o novo Dacia Sandrider acusou a estreia, se bem que Nasser al Attiyah e Edouard Boulanger também cometeram erros, e grandes, que talvez, e um talvez muito ‘comedido’ tivessem permitido algo mais.
A roda deixada na pista que ‘apagou’ uma recuperação de 10 minutos na pista foi um erro grave e o tempo perdido, 22 minutos na etapa 10 devido a se terem perdido, foi a machadada final numa recuperação que ainda poderia ter acontecido nessa altura. A partir daí, tudo estava terminado. Para al Attiyah, salvou-se a 50ª vitória em etapas: “É realmente uma honra para mim igualar a lenda, o Sr. Dakar, Stephane Peterhansel”, começou por dizer antes de falar do próximo ano: “Vou dar o meu melhor, claro, acredito a 100% que podemos ganhar no próximo ano. Acreditamos em nós próprios, como acreditamos nas nossas condições, o Dacia Sandrider é um bom carro e podemos ganhar no próximo ano. Claro que tenho o maior respeito pelos meus colegas de equipa, mas estou aqui para ganhar” disse Attiyah falando ainda do que tem pela frente este ano: “vou tentar defender o título do W2RC e ganhar 3 vezes, o que será bom para mim. Vou dar o meu melhor para ser Campeão do Mundo. Sei que não vai ser fácil, há boas equipas e bons pilotos, o Carlos (Sainz) o Seb (Loeb) há muitos fabricantes e outros bons pilotos a chegar. Espero muita luta este ano. De resto, o Dakar é uma grande corrida. Por vezes temos um bom dia, tentamos dar o nosso melhor e queremos chegar ao próximo ano muito fortes e à altura desta prova”, disse.










