Mitchel van den Brink (Iveco Powerstar) reforçou a liderança dos camiões com 38m33s sobre Vaidotas Zala e Paulo Fiúza, que ascenderam ao segundo lugar; Martin Macík caiu para terceiro a 50m29s, enquanto Aleš Loprais segue quarto a cerca de uma hora.
O holandês Mitchel van den Brink abriu o dia sob pressão máxima: Vaidotas Zala, fresco da vitória histórica anterior, arrancava na frente para os camiões, determinado a morder os 33 minutos que o separavam do comando da geral.
Aos 45 km, o duelo era feroz — apenas cinco segundos distinguiam os dois colossos de 14 toneladas, o pó a engolir os retrovisores num espetáculo de titãs.
Zala contra-atacava aos 136 km, 47 segundos à frente de Van Den Brink, o lituano a impor um ritmo de ‘predador’ com Paulo Fiúza ao lado, olhos e atenção cravados no roadbook.
A resposta familiar chegou aos 180 km: Van Den Brink recuperava o topo, enquanto o pai Martin ocupava um distante terceiro a nove minutos, uma saga dinástica desenrolada no deserto.
Aos 223 km, Mitchel consolidava 1m40s sobre Zala, o controlo absoluto de quem sabe que cada quilómetro é uma fortaleza. A meio da tirada, a batalha pelo pódio fervilhava atrás: Macík a mais de 22 minutos do líder, Gert Huzink colado a menos de um minuto, uma guerra silenciosa pelo bronze.
Aos 414 km, Zala reaparecia nos ecrãs mas já rendido (este algum tempo sem ‘dar’ posição)— Van Den Brink dominava com 4m51s de margem, o holandês a caminho da terceira vitória na prova, um monstro que não deixava margem para sonhos alheios. Na meta, a sentença era clara: Mitchel cortava a linha com 5m31s sobre Zala, terceira etapa conquistada sem tremores. Na geral, dilatava a liderança para 38m33s sobre o lituano, agora segundo; Macík afundava a 50m19s em terceiro, Loprais quarto a 1h00m58s — Van Den Brink, para já rei intocável dos gigantes.










