Tendo em conta que aqui não tratamos de motos, isso pode ver no nosso site ‘irmão’, o www.motosport.com.pt, Bruno Martins é nos carros (que não nos SXS) o primeiro piloto luso a terminar o Dakar: Obrigado a todos pelo apoio! Terminámos o Dakar Rally 2019! O mais duro de sempre!” escreveu no seu Facebook.
Bruno Martins/Rui Ferreira (Can-Am X3 UTV) tiveram uma prova complicada, com várias ‘aventuras’. Chegaram ao limite após a quinta etapa, depois de três dias sem dormir, mas não desistiram. Continuaram em prova, e lograram chegar ao fim da prova, mostrando que as dificuldades não eram óbice suficiente para os impedir de chegar ao fim da prova.
Chegaram ao Dakar com tarefa de ‘mochileiros’, tendo que ajudar os concorrentes da equipa que os contratou, a BBR, mas para isso tiveram que andar lá no meio e passar pelas mesmas dificuldades de todos os outros. Ainda mais, como se vai perceber a seguir: “A segunda etapa foi muito dura e dava para escrever um livro! Sabíamos ao que vínhamos e o Dakar é mesmo assim. Fizemos o trabalho que a equipa nos solicitou e, logo nos primeiros quilómetros, eu e o Rui ajudámos o nosso companheiro de equipa Adrian Gouget a trocar uma rótula da caixa de direção.
Mais para a frente, e devido ao carro ter gasto mais combustível do que o esperado para passar as dunas, ficámos sem combustível, sendo depois ajudados um concorrente de um carro e duma moto que, com o espírito Dakar, pararam para nos apoiar”, começou por dizer Bruno Martins.
Apesar de ser o que menos interessa para o caso, logicamente foram caindo posições.
Depois: “Se a segunda etapa tinha sido dura, a terceira foi impressionante! Terminou quase 24 horas depois do início! Chegámos ao bivouac às 5h00 locais, estava quase a nascer o Sol. Quase três dias sem dormir”, revelou o piloto da Marinha Grande.
De atraso em atraso, foram conseguindo chegar ao bivouac e pouco dava mais do que preparar o road book, comer alguma coisa e partir outra vez.
Passaram a fazer parte da lista de abandonos desde a fatídica etapa 5 (só aí ‘ficaram’ 28 concorrentes), mas o trabalho não parou. A aventura seguiu até ao fim, e depois logo se verá se é possível regressar no futuro, com outras ambições. A experiência, já ninguém lhes tira…













