A equipa Bahrain Raid Xtreme tinha expetativas bem mais altas para este Dakar face ao que irá conseguir. O seu ponta de lança, Sébastien Loeb, cedo ficou com as suas hipóteses de lutar pela vitória muito reduzidas, logo na etapa 2, quando furou três vezes, tendo que esperar por Orlando Terranova para poder seguir caminho com com isso perderam 1h21m43s e a maior parte das hipóteses de lutar pelo triunfo.
A isso juntaram um capotanço na etapa 5, onde deixaram mais um quarto de hora, e por isso, resta-lhes agora tentar chegar ao pódio, algo que não vai ser fácil, pois está a 40 minutos.
Os restantes pilotos da equipa tiveram igualmente a sua dose de problemas, e se ao cabo da etapa 1 a equipa assistida pela Prodrive tinha três carros no top 7, Sébastien Loeb em segundo a 10s do líder, Guerlain Chicherit em quarto e Orlando Terranova em sétimo, na etapa 2, Orlando Terranova era 20º a 1h10m33s da frente, Sébastien Loeb, 31º a 1h21m43s e Guerlain Chicherit, 79º a 3h34m58s.
Foi a etapa chave para os homens dos BRX, que a partir daí só poderiam lutar para atenuar os estragos.
Sem dúvida que, sem os furos da segunda etapa, e em condições normais, Loeb poderia estar na luta pelo triunfo, mas o ‘se’ não existe no Dakar. Ou é ou não é e para a Bahrain Raid Xtreme fica a certeza que Loeb é o piloto certo para chegar à vitória no Dakar, mas só quando o francês for capaz de fugir às piores armadilhas. Se o capotanço da etapa 5, é algo normal, pois em tantos quilómetros é normal, de vez em quando, cair numa armadilha, já os três furos da etapa 2 foram demais, e apesar de não terem sido os únicos a suceder-lhes isso, a verdade é que deviam ter percebido mais cedo que essa etapa era para sobreviver a todo o custo.
Assim, ao cabo de oito etapas, Sébastien Loeb é quarto a 1h52m06s do líder e a meia hora do pódio, Guerlain Chicherit, estava a 5h23m16s e Vaidotas Zala/Paulo Fiúza a 68h07m33s. Orlando Terranova ‘ficou’ na etapa 4.












