Yanbu abre e fecha 48ª edição com equilíbrio entre dificuldade e gestão estratégica…
O Dakar 2026, que arranca a 3 de janeiro em Yanbu, junto do Mar Vermelho, promete manter a essência da prova mais exigente do mundo, com alternância entre pistas lisas, areia, rochas e dunas intermináveis. O percurso, desenhado para equilíbrio e dificuldade constante, inclui duas maratonas inovadoras e uma etapa XXL de 925 km, testando a resistência física e a gestão de pilotos e navegadores.
Primeira semana: maratona-refúgio e etapa mais longa da história
A edição de 2026 mantém os ingredientes clássicos, mas revoluciona as proporções. Na primeira semana, surge uma variante das etapas maratona, nas etapas 4 e 5, com noite num bivouac-refúgio de condições espartanas.
Apenas a assistência entre concorrentes será permitida, tornando a gestão da corrida decisiva.
Antes do dia de descanso em Riade, os concorrentes enfrentam a etapa mais longa do Dakar (etapa 6): 925 km totais, incluindo 336 km cronometrados exclusivamente em areia e dunas.
Segunda semana: outra maratona e navegação complexa até Yanbu
Após breve passagem pela capital saudita, o regresso oferece pouco alívio. A etapa 7 rumo a Wadi ad-Dawasir marca o regresso da cidade ao itinerário, ausente desde 2022.
Segunda maratona-refúgio segue‑se, com percursos separados para veículos FIM (motas) e FIA (carros), pressionando tanto candidatos ao título como sobreviventes. Apesar da tentação de relaxar, restam mais de 1700 km, incluindo 762 km cronometrados.
A etapa 11, entre Bisha e Al Henakiyah, destaca‑se pela navegação complexa, capaz de alterar a hierarquia geral. Especialistas aconselham cautela até ao último quilómetro.
Yanbu: celebração sob novos olhos
Yanbu, ponto de partida e chegada, simboliza o equilíbrio do traçado. A festa final só chega após duas semanas de imprevisibilidade, onde “o mais prudente é conter a respiração até ao último grão de areia”.












