Diferença entre os dez primeiros não ultrapassava 12 minutos…
A competitividade extrema prevista antes da partida está a confirmar-se no Dakar 2026. Após a terceira etapa, a diferença entre o líder da classificação geral, Mitch Guthrie, e o décimo classificado, Nasser Al-Attiyah, era de apenas 11 minutos e 39 segundos, o que representava o quadro mais equilibrado desde que o rali se disputa na Arábia Saudita, 2020. Neste momento, já passaram mais duas etapas, e o cenário não mudou muito, mas essas contas faremos no dia de descanso, sábado.
Margens históricas mostram quebra acentuada
A comparação com as edições anteriores ilustra bem a dimensão deste equilíbrio. Em 2025, o intervalo entre o primeiro (Henk Lategan) e o décimo (Seth Quintero) era de 35’04’’. Em 2024, Yazeed Al Rajhi liderava com 26’12’’ de vantagem sobre Vaidotas Zala, enquanto em 2023 o diferencial era de 35’10’’ entre Nasser Al-Attiyah e Martin Prokop.
Nos anos anteriores, os valores foram ainda mais expressivos:
2022: Al-Attiyah > 1h08’ > Orlando Terranova
2021: Stéphane Peterhansel > 56’30’’ > Martin Prokop
2020: Carlos Sainz > 59’59’’ > Vaidotas Zala
Top 20 também mais compacto do que nunca
O fenómeno estende-se ao Top 20, onde o intervalo entre Guthrie e Marek Goczal, vigésimo classificado, é de apenas 30’38’’ — um registo nunca inferior a uma hora nas últimas seis edições.
As diferenças médias em anos anteriores confirmam a tendência:
2025: Lategan > 2h18’ > Giniel de Villiers
2024: Al Rajhi > 1h01’ > Laia Sanz
2023: Al-Attiyah > 1h15’ > Tom Coronel
2022: Al-Attiyah > 1h56’ > Tom Coronel
2021: Peterhansel > 1h29’ > Brian Baragwanath
2020: Sainz > 1h46’ > Alexander Dorosinskiy
Competição mais aberta da era saudita
Estes números reforçam a ideia de que a edição de 2026 é a mais renhida da era saudita do Dakar, reduzindo drasticamente as diferenças entre os principais candidatos e mantendo várias equipas com aspirações reais à vitória final — uma tendência que promete manter o suspense nas próximas etapas.












