Doze anos depois, Miguel Barbosa está de volta ao Dakar, e vai ter a seu lado um ‘velho conhecido, Pedro Velosa. Com a sua Toyota Hilux T1, e a estrutura a Overdrive, entende que estão reunidas as condições para fazer uma boa prova: “Por um lado estou um pouco apreensivo, até porque não conseguimos fazer nenhuma preparação, mas o que é verdadeiramente importante é que marcamos presença na prova, por isso temos é que estar felizes de poder estar presentes numa prova como o Dakar”, começou por dizer.
Depois de se ter estreado em 2006, quando foi Rookie do Ano, repetiu a ‘dose’ em 2007 e 2010, regressando agora com a Toyota Hilux, o Pedro Velosa ao lado e com uma grande estrutura: “Estamos com a Overdrive como estrutura de apoio, vamos com o Pedro Clemente (Engº), que esteve sempre connosco em Portugal, vai ser o nosso chefe de carro, já é alguém que já trabalha comigo desde que entrei no TT há 20 anos, temos uma boa simbiose.
Com o Pedro Velosa, temos tido também um percurso interessante, campeões em 2012, agora 2020, ele têm uns quantos Dakar, até tem mais do que eu, de camião e outras, é um navegador com experiência, a equipa está bem montada, damos muita importância à equipa com que vamos, o suporte que temos é fundamental numa prova como esta. Portanto, vamos com excelentes condições, vamos com um T1, um carro que é competitivo, fiável, já deu provas. Já sabemos que teremos de gerir bem a questão dos furos, com estas rodas pequenas, tem sido um problema, mas vamos ver, não estamos muito preocupados com a performance, porque sabemos que estamos muito bem servidos nesse aspeto”, prosseguiu.
Quanto a favoritos, afina pelo mesmo diapasão dos compatriotas: tudo pode acontecer: “É um bom ano, há novas tecnologias a aparecer, como é o caso da Audi, é uma incógnita, os outros favoritos vão numa categoria completamente nova que é a T1+, portanto temos os principais ‘players’ todos, numa situação que não é assim tão confiável. Estamos habituados a vê-los em carros que temos a certeza que em condições normais, vão acabar o Dakar”, disse, deixando no ar a possibilidade dos principais favoritos poderem ter um Dakar… diferente do que estão habituados.









