A Toyota Gazoo Racing chegou à terceira etapa da prova com muito menos hipóteses de ter um piloto seu a vencer este Dakar, mas como se percebeu durante a terrível quarta, ‘este’ Dakar está a ‘morder’ bem mais do que o habitual na América do Sul – Marc Coma já tinha prometido isso mesmo, e por isso tudo pode acontecer até final. Até a Toyota vencer.
De acordo com o que se viu nos primeiros três dias, tudo indicava que Nasser Al-Attiyah estava em perfeitas condições para se bater com os restantes favoritos, principalmente os Peugeot, mas todos ficamos a perceber uma coisa muito simples. Isso só era possível andando quase sempre a fundo, e foi isso mesmo que Attiyah estava a fazer. Mas todos sabemos também que nestas condições, sendo a exposição ao erro muito maior, também o são as probabilidades de errar, e foi isso que aconteceu com o piloto do Qatar a bater forte e a ter que abandonar a prova.
Nesse mesmo dia Giniel de Villiers perdeu cerca de meia hora com um problema na pressão do combustível da Hilux e dessa forma a Toyota perdeu os dois pontas de lança no que à luta pela vitória diz respeito, ainda que de Villiers possa ainda dar um ar da sua graça, até porque ontem os Peugeot também tiveram problemas e isso mostra que o que é verdade num dia pode ser mentira no seguinte. Ontem, De Villiers atascou logo no início da tirada, e pouco depois teve dois furos quase seguidos. A navegação também não correu a 100 por cento, pelo que terminaram em sexto, subindo a sétimo da geral. Quanto a Nani Roma, foi terceiro na tirada e subiu para quinto, uma boa operação para o espanhol: “Tivemos um bom dia mas as dunas e dois furos atrasaram-nos um pouco”, disse.











