O fim de uma Era, se preferir, uma separação histórica: Carlos Sainz e Lucas Cruz terminam a sua ligação após 14 anos de parceria e 14 edições do Dakar partilhadas.
A dupla conquistou quatro vitórias no Dakar (2010 com a Volkswagen, 2018 com a Peugeot, 2020 com a Mini e 2024 com a Audi). Curiosamente, todas as vitórias de Sainz no Dakar foram alcançadas com Lucas Cruz ao seu lado.
Contudo, a rutura surge após o Dakar 2026, em que a dupla terminou em 5.º lugar. Um erro de navegação na 10ª etapa foi fatal para as aspirações à vitória final, e poderá ter sido isso, aliado ao ‘cansaço’ de um longa ligação, que levou ambos a uma separação amigável, foi decidida por mútuo acordo.
O contrato de Lucas Cruz era diretamente com Carlos Sainz e não com a equipa Ford, pelo que neste contexto as coisas ficaram facilitadas.
Quanto ao futuro, Carlos Sainz termina agora o seu contrato com a Ford. Embora a marca tenha as portas abertas para a sua continuidade, o piloto madrileno terá de decidir se quer continuar a correr e, se o fizer, terá de encontrar um novo navegador. Como se sabe, no passado, Sainz já correu com nomes como Michel Perin, Andreas Schulz e Timo Gottschlack, mas a ligação com Lucas Cruz foi, de longe, a mais proveitosa.
A ligação entre ambos é anterior à parceria nas pistas, uma vez que Lucas Cruz se formou como copiloto no programa de jovens talentos da Ford, apoiado por Carlos Sainz.
Começaram juntos em 2009, separaram-se por três épocas (em que Cruz navegou para Nasser Al-Attiyah) e reencontraram-se em 2015 no projeto da Peugeot, mantendo-se juntos até agora.
Não se conhecem em pormenor os motivos que levaram à rutura, mas não deverá andar longe da frustração resultante do erro. O mais estranho é que Lucas Cruz era considerado um verdadeiro ‘expert’ na navegação, e mesmo que agora tenha contribuído para a derrota, já o ajudou em muitas vitórias.
Se Sainz continuar, sendo a navegação cada vez mais complicada no Dakar, alguém fará melhor que Lucas Cruz em termos gerais? Fica para ver…









