Como se já não bastasse a rápida e preocupante proliferação do surto de Gripe A no continente sul-americano (um Governador terá já proibido a passagem do rali por um dos estados da Argentina, obrigando à alteração do percurso), agora é um reputado jornal francês a trazer a público os graves problemas financeiros que actualmente enfrenta o Grupo Amaury – proprietário da Amaury Sport Organization (ASO).
De acordo com o ‘La Tribune’, os resultados do último exercício indicam uma derrapagem de 21,5 por cento, para 121 milhões de euros, mesmo apesar das receitas extraordinárias que transitaram do ano anterior, nomeadamente os 15 milhões de euros recebidos pelas seguradoras devido à anulação do Lisboa-Dakar 2008. Por outro lado, falta ainda contabilizar a indemnização que é pedida pela família do motard Pascal Terry, falecido tragicamente na última edição após vários dias de total abandono.
Se a isto juntarmos o escasso número de inscritos para a próxima edição (prazo já foi alargado três meses, para o final de Setembro) e a frágil conjuntura económica, então percebe-se que não passarão apenas de rumores as últimas notícias que dão conta da intenção do Grupo Amaury colocar à venda os direitos da organização do Rali Dakar, concentrando-se exclusivamente nas provas de ciclismo (Tour de France) e negócios nos Media (é proprietária do L’Equipe).
Jorge Rodrigues












