Com a meta cada vez mais próxima, hoje foi dia de transpor a fronteira chilena e pisar novamente as pistas da Argentina, numa etapa que se estendeu por mais de 800 km, quase sempre sempre acima dos 3.400 metros de altitude. A fechar mais uma longa e desgastante jornada, que incluiu uma dura especial de 385 km, os concorrentes ainda tiveram que superar uma ligação final debaixo de chuva intensa por aquela que é considerada a mais alta Estrada Nacional do planeta, subindo a uns incríveis 4.970 metros de altitude à passagem pelo Paso de Acay.
No dia em que o Dakar subiu mais alto do que nunca, Carlos Sousa e Paulo Fiúza acompanharam o perfil da etapa e realizaram uma especial em crescendo, garantindo o 10º melhor tempo de uma jornada onde foram apenas o 20º carro a sair para a estrada, por força dos 40m de penalização atribuídos pela Organização à dupla portuguesa no final da etapa de ontem.
“O Dakar é mesmo assim e ontem pagámos muito caro por um erro que cometemos durante a especial, quando falhámos um waypoint a cerca de 150 km da chegada. Por força disso, hoje partimos muito para trás e tivemos que realizar várias ultrapassagens. Mas no cômputo geral acabou por ser um dia positivo. Fizemos uma etapa limpa e o carro voltou a estar impecável. A grande dificuldade do dia foi mesma a altitude, tanto para o carro, que perde potência, como para nós, porque sentimos dores de cabeça e algumas tonturas pela falta de oxigénio”, explicou Carlos Sousa à chegada a Salta, onde encontrou um bivouac completamente alagado devido à forte chuva que hoje caiu naquela região.
Décimo mais rápido na especial, cedendo apenas 8m18s para o MINI de Nasser Al-Attiyah ao cabo de 385 km cronometrados, Carlos Sousa ocupa o 9º lugar da geral a três dias da chegada. Sem os 40m da penalização de ontem, o piloto português seria 7º classificado a apenas 12s do 6º posto de Christian Lavieille.










