Está confirmada a presença de Carlos Sousa no Nacional de Todo-o-Terreno, sendo que a participação do piloto português da Mitsubishi Brasil só se vai iniciar na segunda prova da competição, em Reguengos de Monsaraz. Os carros já estão em Portugal e a Mitsubishi Brasil tem agora uma oficina no Estoril, onde os ASX Racing serão preparados e assistidos. Tendo em conta a ausência na primeira prova, Carlos Sousa perde desde já uma possibilidade de resultado numa possível luta pelo título, mas tendo em conta que para a classificação final vão contar cinco resultados de seis provas, a luta pelo título não é, de todo, impossível. De qualquer modo, a principal razão desta participação tem a ver com a evolução do carro e a preparação do ASX Racing para o próximo Dakar, que Sousa já tem assegurado com a equipa brasileira.
A razão desta mudança de planos e o aluguer de um espaço em Portugal tem a ver com a logística, já que disputando todo o CNTT, exceção feita à primeira prova, o facto dos carros estarem em Portugal torna a operação menos onerosa e complexa: “Temos a necessidade de fazer quilómetros e desenvolver o carro, e por isso o Guiga Spinelli disse-me que era interessante conseguirmos fazer o Campeonato Nacional, pelo que explorámos essa possibilidade. O nosso carro é novo, tem apenas seis meses. Há ali muito potencial mas para subir mais alguns degraus há que testar muito. O projeto é de vários anos, e por isso há interesse em desenvolver o carro, fazer melhorias e tornar a equipa mais competitiva pois sentimos que não temos testes suficientes para validar as soluções que vamos desenvolvendo. O carro tem muito para evoluir, por exemplo a suspensão não está como queremos, a caixa de velocidades é totalmente nova, mais leve, mais compacta, o motor é uma versão nova, tem muitas alterações. Melhorou-se muito, mas mais uma vez precisamos de quilómetros”. disse Carlos Sousa, que já tinha dito que veria com bons olhos o possível regresso ao CNTT: “É com todo o gosto que regresso ao CNTT, já que o campeonato ‘quer’ voltar a ser competitivo”, concluiu.










