A 10ª edição do Africa Eco Race começa a 31 de dezembro deste ano no Mónaco e, com a lista de inscrições a fechar apenas no próximo dia 15, já se sabe que vai ser batido o recorde de inscritos da prova que recria o Dakar original e que esta ano liga o Mónaco a Dakar, passando por Marrocos, Mauritânia e Senegal.
A organização esteve três semanas em África a fazer os reconhecimentos da prova, de forma aos road books estarem o mais atuais possível: “Estes reconhecimentos no terreno foram muito duros na Mauritânia, pois apanhámos tempo muito quente e também porque perdemos algum tempo por causa da corrida ao ouro que está a acontecer no país. De facto, os mauritanos estão a cavar muitos buracos no deserto em busca do metal precioso, e isso cria uma infinidade de traços que levam a lugar nenhum. Apesar de tudo, estamos muito satisfeitos com o resultado, porque podemos dizer que cerca de um terço do percurso de 2018 será inteiramente novo. Em Marrocos, mesmo sendo complicado alterar profundamente o percurso, uma vez que atravessamos o país de norte a sul em apenas cinco dias, encontramos algumas novidades nas três primeiras etapas, enquanto que a quarta etapa para Laayoune foi bastante alterada, a quinta etapa é completamente nova. Fomos realmente até ao máximo do que é possível explorar em termos de pistas do grande Sul de Marrocos, reencontrando o traçado de uma rota que foi o auge de um grande rali que ia de Paris até Dakar! Mas vai ser na Mauritânia, que vamos encontrar mais novidades. Começando pela tradicional especial depois da passagem da fronteira, que será 100% inédita. Haverá também etapa chamada ”500 Milhas” disputada ao longo de dois dias, com um parque fechado entre as duas etapas. De seguida, uma etapa em laço com 350 km à volta de Amodjar, que deverá ser o momento alto da edição de 2018, tanto ao nível da beleza das paisagens, como das dificuldades. Esta etapa será composta por 95% de areia, onde os concorrentes encontrarão dunas imensas, como raramente viram nas nove primeiras edições. Além disso, a partida para uma especial no coração de um canyon incrível, onde os assistentes ficarão deslumbrados com a magnifica paisagem. Finalmente, e embora o tempo seja apertado na última etapa da Mauritânia devido à passagem da fronteira com o Senegal, ainda conseguimos alterar um pouco do percurso da especial. Ao longo dos reconhecimentos, procurámos ao máximo evitar as pedras em Marrocos e a erva de camelo na Mauritânia. Não nos foi possível evitar tudo, mas posso-vos assegurar que os participantes vão uma vez mais encontrar tudo o que procuram e que não existe em nenhum outro lugar senão em África!”, disse um dos membros da organização da prova.
Os adeptos poderão acompanhar a prova através da EuroSport, da Motorsport e das transmissões em direto através do facebook da competição, no que vai ser o melhor acompanhamento mediático da prova.









