Mas quando comunicou ao amigo Loris Capirossi que estava a pensar fazer a estreia no Dakar, o holandês ouviu palavras encorajadoras…: “O Dakar!? Estás louco!? É perigoso!” disse-lhe “Capirex”.
Só que a experiência em provas de Enduro tornou o apelo do Dakar irresistível e van den Goorbergh preparou uma Honda CRF 450X idêntica à de Paulo Gonçalves. Os circuitos do MotoGP e os hotéis de cinco estrelas foram trocados pelas dunas em Atacama e uma tenda no bivouac.
“Foi tudo novo para mim mas fiquei encantado”, referiu. “A experiência na velocidade deu-me uma grande capacidade de reflexos e de tomar decisões em fracções de segundo. Quando se roda a 300 km/h tem de se pensar muito rápido e isso ajudou-me a pensar em várias coisas ao mesmo tempo como a navegação e o traçado que devia seguir”.
Mas se dúvidas houvessem sobre a extrema dureza do Argentina-Chile, van den Goorbergh lá foi avisando que “se para o ano a prova for em África repito-a de moto. Mas se voltarmos aqui, se calhar virei de carro…”.











