Numa longa corrida contra o tempo, a única favorita das 24 Horas de Fronteira é a surpresa. Como quase sempre, é a incerteza que traça o caminho da glória…
No Terródromo de Fronteira, a emoção vai estar mais uma vez ao rubro com as batalhas intensas entre as melhores equipas portuguesas e as formações vindas do competitivo Campeonato de França. Muitas dessas equipas contam com protótipos criados à medida para as provas de Resistência ou com os ágeis e ferozes SSV da categoria T3, o que eleva ainda mais o nível da competição.
No ano passado, o português Manuel Aires, em parceria com três pilotos franceses, conquistou o lugar mais alto do pódio. Natural de Alfândega da Fé e residente em França há três décadas, Aires está de volta, determinado a repetir a façanha. Para este fim de semana, junta forças com Alexandre Ré, de Aveiro, uma verdadeira referência na modalidade, o que promete elevar ainda mais as expectativas.
Por outro lado, todos os olhos também, como sucede há muito, estão na equipa liderada por Mário Andrade, recordista de vitórias em Fronteira. Com uma formação que inclui Alexandre Andrade, Cédric Duplé, Yann Morize e Florent Charvot, o grupo busca reencontrar o caminho dos triunfos, ausentes desde 2021.
E como não falar do trio letão, que mais uma vez atravessa a Europa para marcar presença? Igor Skoks, Rüdolfs Skoks e Arvis Pikis, a bordo do icónico Mitsubishi Pajero, voltam a Fronteira com o objetivo de repetir o feito de 2017, quando levaram o troféu para casa.
Ainda que, no papel, estas sejam as equipas favoritas, o Terródromo de Fronteira tem o hábito de surpreender. A competição, marcada pela dureza dos seus 1.440 minutos, desafia tanto a resistência das máquinas quanto a resiliência dos pilotos. Assim, qualquer equipa pode emergir como protagonista desta verdadeira maratona do Todo-o-Terreno em Portugal. E com isso o espetáculo está garantido!










