Francisco Fontes alcançou o terceiro lugar na categoria FPAK Júnior Team durante o Rali de Castelo Branco.
O resultado representa uma importante recuperação desportiva e psicológica para o jovem piloto, que vinha de uma desistência forçada por acidente no Rali de Lisboa, precisamente quando se encontrava na discussão direta pela liderança da prova anterior.
Após o desaire na capital, a estratégia traçada por Francisco Fontes para as rápidas estradas da Beira Baixa assentou na prudência e na consistência, sem descurar a competitividade. O piloto conseguiu rodar nos lugares cimeiros e estabilizar o seu ritmo ao longo das classificativas, cumprindo a meta de terminar o rali: “Foi uma boa prova para mim. Depois do acidente de Lisboa, o meu objetivo era sem dúvida terminar este rali e voltar a ganhar confiança”, explicou Francisco Fontes, mostrando-se convicto de que se encontra “num bom caminho” ao reentrar nas disputas cronometradas da frente.

Competitividade aumenta no plantel dos ‘Juniores’
A presente temporada do FPAK Júnior Team tem-se destacado pelo equilíbrio e pelo aumento do número de candidatos aos triunfos. Longe de se mostrar apreensivo com o cenário, Francisco Fontes elogiou o desempenho dos seus opositores diretos, nomeadamente Mário Matias, Guilherme Nunes e Leandro Costa, pelo forte andamento imposto na prova, até porque isso, essa competitividade é muito importante para o seu projeto de carreira: “Para mim é ótimo: quantos mais adversários bons, melhor. E sem dúvida o Mário, o Guilherme, o Leandro estão todos de parabéns pelo ritmo que puseram nas classificativas.”
O caminho para o topo dos ralis em Portugal
Esta evolução e a gestão da pressão face a uma concorrência forte surgem integradas no plano de progressão do piloto. O percurso atual serve de base para o desenvolvimento técnico indispensável à transição para patamares superiores do desporto automóvel. Nesse contexto, o piloto assumiu com clareza as suas ambições de carreira a longo prazo. Concluiu que o foco imediato passa por “terminar o máximo de ralis possíveis” e “fazer o máximo de quilómetros possíveis” para, progressivamente, subir de categoria e afirmar-se como “um dos melhores pilotos portugueses nos ralis”.










