Foi anunciado na passada semana que a Liberty Media se vai tornar acionista maioritária do Formula One Group, ocupando uma posição que desde 2006 pertencia à CVC Capital Partners, que tinha Bernie Ecclestone como seu testa de ferro. A Liberty Media, é, como se sabe, uma empresa norte-americana controlada por John Malone, um pioneiro na indústria americana de TV por cabo.
Nesta mudança de ‘gerência’, foi anteriormente referido que Bernie Ecclestone se iria manter em funções executivas, durante três anos, de modo a que a transição de todos os dossiers que tem em mãos se faça de forma suave, mas, segundo foi possível apurar, John Malone e Bernie Ecclestone não demoraram muito a entrar em conflito, com o executivo norte-americano – segundo rezam as crónicas – a pensar afastar o antigo ‘patrão’ da F1, já após o final da a última ronda da presente época, que se vai realizar no Abu Dhabi.
No entanto Bernie Ecclestone não é o único ‘inimigo’ que John Malone já terá arranjado na F1. A outra vítima é o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, que ficou descontente com a vontade de Malone acabar com o bónus que a F1 paga à Ferrari, e ter-lhe-á dito: “Processa-me! Tenho tempo e dinheiro!” Se a Ferrari ficou descontente com esta situação, o mesmo não se poderá dizer sobre a Mercedes, que através do seu presidente, Dieter Zetsche parece estar interessada na proposta de John Malone, de ceder ações às equipas. Ao que parece a marca de Estugarda pretende 10%, tendo já Zietsche estado reunido com o presidente da Ferrari e Renault, Marchionne e Carlos Ghosn. Já a Red Bull parece estar a hesitar.
Entretanto, o jornal alemão Bild, diz que Malone e a Liberty Media pretendem baixar muito o preço dos bilhetes da F1 e voltar a colocar mais corridas europeias no calendário.










