Pedro Lago Vieira e Paulo Lopes conquistaram a vitória na quarta ronda do Portugal Rally Series, em Castanheira de Pera, reforçando a liderança no campeonato. O evento serviu para validar o novo conceito Rally Series, que combina a competição de rali tradicional com uma experiência mais interativa para o público, contando desta feita com o Campeão de Portugal de Ralis de 2025, Dani Sordo como Wild Card, bem como o ex-Campeão Europeu de Ralis, Chris Ingram, no Experience Car.
A ronda em Castanheira de Pera demonstrou a essência do formato Rally Series, caracterizado por especiais de asfalto de “qualidade mundial”, uma “verdadeira luta desportiva” e um programa completo de atividades à volta da competição, mantendo o “ADN competitivo de puro rali”. Conforme explicou André Lavadinho, Promotor do Rally Series Promoter, “o mais importante é que nada disto substitui os ralis. A competição continua no centro de tudo.”
Dani Sordo, ao volante de um Hyundai i20 N Rally2, participou como Wild Card, podendo lutar pela vitória absoluta da prova, mas sem pontuar para a classificação anual do Rally Series. Após a prova, o piloto espanhol manifestou-se positivamente: “Foi muito bom conhecer por dentro todo o formato Rally Series. A organização esteve muito bem e o Rally Series Promoter criou algo inovador.” Na prova, Sordo entrou num ritmo forte, protagonizando uma “verdadeira luta” com Pedro Lago Vieira na manhã de domingo.
A prestação de Pedro Lago Vieira foi um dos destaques do fim de semana. O piloto português, que teve “muito menos oportunidades de competir com viaturas Rally2 ao longo da carreira”, conseguiu lutar diretamente com um vencedor de provas do Campeonato do Mundo de Ralis. Esta situação, segundo André Lavadinho, “diz muito sobre o talento que existe em Portugal e também sobre como um formato mais compacto pode ajudar a criar novas oportunidades.”
Após a vitória, Pedro Lago Vieira e Paulo Lopes expressaram a sua satisfação: “Continuamos a ter especiais de puro rali, estradas fantásticas e verdadeira competição, mas depois existe uma Arena Central, Fan Zone e muito mais contacto com o público.”
Lago Vieira salientou o entusiasmo do público, afirmando: “O dia promocional de sábado foi uma loucura, com muito público desde a fotografia de família até ao último Night Show na Arena. Fiquei surpreendido por ver tanta gente numa localidade como Castanheira de Pera.” O piloto também considerou o formato “muito interessante, sobretudo para pilotos que têm menos tempo disponível para competir.”
Chris Ingram, com um papel distinto, conduziu o Rally Series Experience Car, proporcionando co-drives a convidados institucionais, parceiros e convidados estratégicos. A sua reação foi igualmente positiva: “É um formato incrível e tenho de dar os parabéns ao Rally Series pelo que está a criar. É um conceito verdadeiramente inovador e, depois de viver o evento por dentro, acredito que tem muito potencial para fazer parte do futuro dos ralis. A competição continua a ser puro rali, mas toda a experiência criada à volta acrescenta algo muito diferente.”
A fórmula do Rally Series assenta num conceito simples: “O sábado aproxima o rali das pessoas. O domingo leva as pessoas de volta ao puro rali.” O sábado inclui Shakedown, co-drives, sessão de autógrafos, desfile das viaturas, Fan Zone, ativações de marca, música e entretenimento. O domingo é dedicado à “competição pura”, com especiais de montanha e a luta pelos pontos do campeonato. “
A Arena não substitui o rali. Complementa-o”, sublinhou o promotor.
Castanheira de Pera revelou-se um território ideal para este conceito, com “especiais de asfalto espetaculares na montanha” e um centro do evento junto à Praia das Rocas, onde a Arena e a Fan Zone concentraram público e atividades. O resultado foi a concretização da visão dos organizadores: “competição + fãs + território + marcas + experiência.”
André Lavadinho descreveu o Rally Series como um “puzzle”, onde se procuram as melhores ideias para a realidade atual do desporto. A Ronda 4 demonstrou claramente o objetivo: “especiais de puro rali, verdadeira competição, muito público e uma experiência muito mais completa à volta da prova.” O promotor reforçou que “não queremos mudar o ADN dos ralis. A estrada, a competição e a luta desportiva são intocáveis. O que estamos a melhorar é tudo aquilo que existe à volta.”
Após testar e desenvolver o modelo em Portugal durante 2025 e 2026, o próximo passo é a expansão internacional, através de um modelo de licenciamento replicável, mantendo a identidade local de cada território, mas garantindo a experiência Rally Series. Lavadinho concluiu, com orgulho na equipa, que o objetivo é “ajudar os ralis a adaptarem-se a uma nova era, sem retirar aquilo que torna este desporto especial.”
Para o Promotor, a Ronda 4 teve quatro histórias principais: “Sordo validou o lado desportivo. Ingram validou a experiência. Lago Vieira mostrou o nível da competição nacional. E Castanheira de Pera voltou a provar que a fórmula funciona. O mesmo ADN. Uma experiência melhor.”









