Olhando para os altos e baixos da Citroën Racing nesta sétima ronda do Mundial de Ralis, os resultados variam claramente de uma dupla para a outra. “Antes de o rali começar, pedimos aos nosso pilotos para chegarem ao fim do rali. Julgo que não era pensarmos que, tivessem eles sido capazes de conseguir esse objetivo, teríamos seguramente terminado a prova com dois carros entre os cinco primeiros”, referiu Yves Matton, Diretor da Citroën Racing. “Infelizmente, o Kris (Meeke) não consegui adotar o ritmo necessário para fazer uma prova sem erros. Depois das primeiras especiais, ele sentiu-se confiante e disse que o seu ritmo era consistente com os objetivos traçados. Claramente, ele não consegui manter o seu ritmo.”
“Quanto ao Craig, a sua prova foi abruptamente interrompida devido à aterragem violenta após um salto”, prossegue Yves Matton. “A sua falta de conhecimento das especiais ficou-lhe cara, pois trata-se de uma zona traiçoeira bem conhecida entre os pilotos mais experientes neste rali. Dito isto, constatámos que o seu abandono foi muito semelhante às condições do seu abandono na Argentina, por isso temos de ver melhor o que podemos fazer para tornar o carro mais resistente a este tipo de impactos.”
“A abordagem do Andreas (Mikkelsen) foi construtiva e positiva. Depois do dia de testes que antecedeu a prova, sabíamos que o C3 WRC tinha de ser adaptado ao seu estilo de condução que não inclui, de todo, travar com pé esquerdo. É claro que isso demora tempo, por isso este rali funcionou como sessão de testes prolongada. Mais do que o resultado propriamente dito – oitavo da geral – pensamos que fizemos um bom trabalho conjunto. Ele foi capaz de identificar os pontos em que temos de trabalhar primeiro, e conseguiu mesmo os seus primeiros melhoramentos.”
“Por tudo isto, e depois duma série de resultados dececionantes, pedimos ao Kris Meeke para ficar de fora no Rali da Polónia“ explicou Yves Matton. “O Kris encarou isto como sendo no melhor interesse da equipa e queremos agradecer-lhe pela sua compreensão. Esta pausa vai permitir-lhe recarregar as baterias e libertar alguma da pressão dos últimos tempos, antes da preparação para o Rali da Finlândia. No ano, vencemos na Finlândia com um desempenho brilhante, portanto, espero que o nosso regresso seja em grande. Ao mesmo, esta alteração no alinhamento significa que podemos trabalhar mais com o Andreas. Esta primeira experiência foi mais uma sessão de testes do que um jornada competitiva propriamente dita. Um segundo rali irá dar-lhe a oportunidade de utilizar todas as coisas que ele já aprendeu para poder andar mais perto dos homens da frente. Além disso, ele gosta bastante do Rali da Polónia, pois venceu a edição do ano passado.”
“Estamos também empenhados em apoiar os nosso pilotos mais jovens, com o Craig Breen e o Stéphane Lefebvre já inscritos para a próxima prova“ continuou Yves Matton. “Ambos participaram no Rali da Polónia 2016, tendo registado resultados bastante dignos. Terão, portanto, uma excelente oportunidade para mostrar aquilo de que são capazes. Dito isto, o seu principal objetivo será terminar o rali sem cometer quaisquer erros.” Por forma a preparar a oitava prova do WRC, a equipa vai testar durante quatro dias na Polónia. Andreas Mikkelsen, Craig Breen e Stéphane Lefebvre vão alternar ao volante do C3 WRC. Por sua vez, Kris Meek e Paul Naggle vão participar nos reconhecimentos do Rali da Polónia.








