Os dois melhor classificados do Mundial de Pilotos do WRC, Thierry Neuville e Elfyn Evans saíram da Croácia exatamente com a mesma margem pontual que tinham no arranque desta prova, seis pontos, fruto do novo sistema de pontos que permite, face a uma qualquer azar, que ambos tiveram nesta prova, de remediar a situação doutra forma.
Neuville, depois de ter terminado o dia de sábado na frente, somando 18 pontos, à condição, somou mais um no Super-Domingo e nada arriscou na Power Stage, até porque não podia, fruto do acidente que teve duas especiais antes. Já Evans, segundo no sábado, aproveitou o Super Domingo para somar mais três, juntando-lhe mais uma da Power Stage.
Este sistema permite atenuar azares que se tenham tido anteriormente. Outro exemplo, Adrien Fourmaux, somou oito pontos no sábado face ao quinto posto em que estava classificado, mas como bateu no domingo de manhã, somando zero devido ao atraso, no Super Domingo, compensou com o triunfo na Power Stage, que ‘venceu’.
No Rali de Monte Carlo (Neuville), no Safari (Rovanpera) e agora na Croácia (Ogier) os vencedores do rali foram quem mais pontos somou, mas isso não sucedeu na Suécia, pois Evans somou 24 pontos, enquanto Esapekka Lappi, o vencedor do rali somou 19.
O que o sistema faz é tornar muito mais difícil que um piloto se destaque muito na frente do campeonato, pois permite a quem tem azares não perder demasiados pontos.
E isso é algo que vai ‘tocar’ a todos.
Outro exemplo: Ott Tanak fez uma prova má face ao que sabermos ser capaz. Somou 20 pontos.
Thierry Neuville e Elfyn Evans lutaram pelo triunfo, somaram 19.
Não se trata de justiça, mas sim de estratégia.
A vitória é menos valorizada pontualmente? Sim, é, mas a competitividade do campeonato ganha com isso…











