Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe chegam a Portugal no comando do campeonato, naquela que é a primeira prova em que, verdadeiramente a ordem na estrada é importante. No Safari, tal é a dureza dos pisos que, mesmo rodando à frente seja pior, o piso nunca melhora muito para quem vai atrás. Muitas vezes até é o contrário.
Para piorar as coisas para o seu lado o tempo vai estar seco e quente na 6ª Feira, na zona centro, pelo que vai ter muito que ‘limpar’ para quem vem atrás. Em delcarações ao Dirtfish o belga mostrou-se enfadado com a presença de Sébastien Ogier e Kalle Rovanperä – logo os dois – na prova portuguesa, pois começa a perceber que não lhe vai ser fácil alcançar muitos pontos.
As posições de Rovanpera e Ogier são pouco menos que perfeitas na estrada, nem muito à frente, nem muito atrás, e curiosamente Neuville tem um colega de equipa, Dani Sordo, que ainda vai ter a estrada melhor.
Ao DirtFish Neuville disse que: “não estou muito confiante. Ser o primeiro na estrada, ter todos os que só fazem meio campeonato a partir da melhor posição na estrada… é frustrante para nós”, disse. Tem toda a razão, mas não há nada que possa fazer a não ser o que fez Kalle Rovanpera em 2022, foi primeiro na estrada e ganhou o rali…
De resto, Neuville diz que “o sucesso em Portugal depende dos mesmos factores de sempre. Precisamos de consistência, uma boa afinação e confiança no carro. As condições da estrada e a posição também farão uma enorme diferença no nosso desempenho, estando seco, teremos mais dificuldades porque toda a gente conhece bem os troços.
“Fiquei satisfeito com o carro no teste pré-evento e concentrámo-nos numa configuração que me desse a confiança necessária para acelerar em condições muito escorregadias. Este carro mais preciso é necessário para todas as combinações de curvas, mas continuo a precisar de alguma da tração que procurámos no Quénia. Os meus objetivos são otimizar o nosso desempenho na sexta-feira e no sábado, antes de lutar no domingo pelo máximo de pontos.”










