A luta estava equilibrada, a quatro troços do fim, Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) e Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) rodam separados por 0.6s, depois de terem terminado o segundo dia de prova com os belgas 4.0s na frente, mas uma nota ouvido um pouco mais tarde que a medida certa foi o suficiente para que Evans tenha deixado o carro bater num lancil e com o furo subsequente, o rali estava perdido, já que tiveram de parar para mudar a roda, caindo e terminando no quinto lugar. Depois de tanto esforço, e boas probabilidades de vencer pela primeira vez este ano, uma queda para o quinto lugar.
Para Neuville, uma vitória merecida, acabando por ter um último dia muito mais descansado do que o previsto. A Hyundai, repete o resultado do Rali da Acrópole, com novo 1-2, também um prémio merecido para quem sofreu tanto durante o ano.
“É uma sensação ótima”, exclamou Neuville. “Não foi um fim-de-semana fácil nem um ano fácil, mas terminar com uma vitória depois de mostrar uma boa velocidade durante todo o fim-de-semana é uma ótima maneira de terminar a época. Os nossos meteorologistas fizeram um trabalho incrível este fim-de-semana, por isso, graças a eles e graças a todos”.
Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai i20 N Rally1) foram segundos, o oitavo pódio do ano, face aos cinco de Neuville.
Quem acabou por beneficiar dos azares de todos os seus colegas de equipa foram Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), que terminaram no pódio, na sua prova ‘caseira’.
Não estiveram mal, mas nunca tiveram andamento para o conseguir em condições normais, acabando por herdar a posição já no último dia, alcançando o seu segundo pódio do ano, o outro foi no Safari.
Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) foram quartos numa prova em que passaram Evans – que acabou por terminar em quinto lugar, na penúltima especial. Depois de terem perdido quase três minutos com um furo na sexta-feira de manhã, o seu rali ficou desde logo condicionado. Tinham claramente ritmo para vencer, mas um furo nos primeiros quilómetros arruinou as suas esperanças de brilhar.
O sexto lugar foi para Gus Greensmith/Jonas Andersson (Ford Puma Rally1) depois de uma prova marcada por problemas logo na fase inicial que o deixaram longe de lutar por qualquer coisa que não fosse levar o carro inteiro até ao fim, o que fez com distinção….
Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) foram 12º da geral, curiosamente apenas o seu terceiro pior resultado do ano, e curiosamente todos nas últimas cinco provas.
Craig Breen/James Fulton (Ford Puma Rally1) despistaram-se no primeiro dia e caíram muito na classificação. Ganharam a PowrStage. Dani Sordo/Candido Carrera viram arder o seu Hyundai i20 N Rally1 ainda no primeiro dia de prova.
No WRC2, Emil Lindholm teve um rali perfeito, foi sempre muito consistente mas também rápido e no final foi recompensado pelos seus esforços, ganhando o campeonato Mundial, sendo por isso o novo campeão de WRC2 Open.
A prova foi difícil, mas interessante para os pilotos que tiveram pela frente um desafio totalmente diferente face ao que estão habituados, mas a prova ficou marcada por incidentes anormais, como por exemplo um carro civil em contramão num troço, logo no primeiro dia.
Houve também vários atrasos e cancelamentos de especiais, que colocaram a nú alguma inexperiência, natural, da nova organização.











