As equipas do Mundial de Ralis vão poder utilizar os sistemas híbridos nos troços com os novos Rally1 de 2022. Apesar do sistema ainda não estar totalmente definido, já existem ideias gerais da forma de utilização, e está decidido que o sistema híbrido poderá ser utilizado em todos os troços.
Um dos pontos interessantes para os adeptos, é que o arranque para os troços será feito em modo híbrido, o que significa ‘binário’ total, ou seja a potência máxima é imediata. Os arranques vão ser mais espetaculares.
Contudo, a bateria plug-in (recarregável a cada ida à assistência, ou eventualmente em possíveis reagrupamentos) de 100 kW não dura para troços inteiros, pelo que a forma de utilização da parte híbrida nos troços, para lá dos arranques, ainda não está totalmente definida, mas em declarações recentes ao Autosport inglês, Yves Matton, Diretor de Ralis da FIA, confirmou o que Jari-Matti Latvala já tinha dito ao AutoSport: “Os pilotos não poderão utilizar a potência extra através de um botão”, revelando que serão disponibilizadas várias estratégias para utilizar a potência extra durante cada troço através de software. Não especificou, isto pode significar mil e uma coisas, e prova que as equipas e a FIA ainda não sabem exatamente como tudo se vai processar.
Nos testes que têm sido realizados, as equipas têm vindo a explorar a parte híbrida, ‘aprendendo’ o sistema, e será através das suas sugestões que tudo ficará, finalmente, regulamentado.
Este é um novo ‘mundo’ nos ralis, e daí andarem na fase de descoberta: “O piloto terá uma série de estratégias diferentes que poderá escolher, mas não será capaz de as definir”. Resumindo. Ainda não sabem bem o que vai acontecer e como.
Para além disso, sabe-se também que tudo está um pouco atrasado face ao calendário inicial, o que em parte se explica por ano e meio de pandemia.
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