O abandono de Thierry Neuville neste rali foi provavelmente a machadada final nas suas aspirações à conquista do título, que na verdade já não eram muitas. Sabendo que depois do Rali Safari vêm aí as provas da Estónia e da Finlândia, onde a Toyota é muito forte e Ott Tanak também, Thierry Neuville sabia ser imperativo ganhar pontos a Kalle Rovanpera na luta pelo título, de modo a que a distância permanecesse razoável para recuperar. O que vai acontecer, provavelmente, é precisamente o contrário. Thierry Neuville e Martijn Wydaeghe, que tinham conquistado um terceiro lugar provisório na especial de abertura, a PE2 Loldia 1, um furo na especial seguinte (SS3 Geothermal 1) fê-los cair para sexto, mas os belgas responderam com o segundo melhor tempo na PE4 Kedong 1. Foi a repetição de Geothermal que viria a ser a sua ruína. A rodar em quarto, Neuville e Wydaeghe viram uma porca soltar-se devido à aspereza das estradas, fazendo com que a sua suspensão falhasse: “Estou muito desiludido. Isto não é nada bom para a nossa luta pelo campeonato. Não houve qualquer aviso; pouco antes de um cruzamento à esquerda, o amortecedor saiu da sua posição e o suporte superior soltou-se durante a travagem, o que foi o fim do rali para nós. Foi uma pena, pois esperávamos que o furo da manhã fosse o fim do nosso azar no fim de semana”, disse Neuville. É uma enorme perda para a luta pelo campeonato, mais um problema de fiabilidade que claramente não devia acontecer. Mas aconteceu, e mais uma vez a Toyota fica cada vez mais só na luta. Porque Ott Tanak e a Ford estão como estão…











