No aproveitar é que está o ganho! Depois de Coimbra ter “abandonado o barco” da super especial do Rali de Portugal, a Figueira da Foz viu a oportunidade e foi atrás dela. Segundo declarações de Pedro Santana Lopes – presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz – que curiosamente foi pela primeira vez presidente daquele município no ano a seguir à realização pela última vez de um troço do Rali de Portugal naquele município, em 1997 – ao Diário das Beiras, existe acordo para três anos: “é muito importante pelo que arrasta de audiência e de promoção”, começou por dizer: “Todas as pessoas com quem falo e falei ao longo destes 20 anos, toda a gente me falava de ter o Rali de Portugal de volta à cidade”
Agora proporcionou-se a oportunidade. Houve outra cidade (Coimbra) que desistiu e anunciou publicamente que retirava o interesse, e aí entendi que tinha legitimidade para
manifestar o interesse da Figueira e tratei do assunto] com o Automóvel Clube de Portugal (ACP). O acordo de princípio terá de ser concretizado e traçado o itinerário da prova”, salvaguardou Santana Lopes que revelou ainda o custo: 300 mil euros, sem contabilizar o apoio logístico. Segundo o autarca, a taxa de esforço da autarquia deverá ser significativamente reduzida através de verbas das contrapartidas da zona de jogo, que incidem nos lucros do Casino Figueira, e de patrocinadores.
Ou seja, é um investimento que não sairá tão caro quanto parece à partida: “Nesse fim de semana, espero que a Figueira da Foz, mais uma vez, tenha muitíssimo movimento com os milhares de pessoas que seguem a prova. É destes eventos que a Figueira necessita para quebrar a sazonalidade”, disse, acrescentando ainda que “a Figueira tem de estar no mapa daquilo que tem qualidade, do que é competitivo e lhe dá boa notoriedade. Esta é uma prova de enormíssimo prestígio e com a chancela do ACP. Para quem gosta de rali e de ver a Figueira da Foz no mapa dos grandes eventos, vai gostar do regresso do Rali de Portugal à cidade. Quem gostará particularmente da super especial na época turística baixa, é a hotelaria e a restauração”, concluiu em declarações ao Diário das Beiras.












